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18 novembro 2010

A Décima Sinfonia de Beethoven




Décima Sinfonia de Beethoven?

É “quase isso”. Na verdade, a sinfonia de que trato neste post existe, e foi, de fato, composta a partir de fragmentos do que talvez viesse a ser mais uma sinfonia de Beethoven - se ele tivesse vivido o suficiente. Não há provas sequer de que tais fragmentos correspondessem todos a uma mesma obra, mas eles foram, sim, escritos pelo gênio alemão. São rascunhos, idéias, anotações a partir das quais se montaria alguma grande estrutura. Nunca se saberá com exatidão o que Beethoven tinha em mente, mas Barry Cooper resolveu assim mesmo reunir os pedaços (em torno de cinquenta) e os encaixou meticulosamente, como se montasse um grande quebra-cabeças. Surgiu daí este “Primeiro Movimento” de uma sinfonia “a la Beethoven”. O resultado é fantástico - embora a orquestração adotada nos remeta mais a algum compositor "pós-Beethoven" do que a um Beethoven propriamente dito. Confiram nos dois primeiros vídeos abaixo.

Cooper também achou os rascunhos de um scherzo, que poderiam ter se constituído no segundo movimento dessa sinfonia, mas não os aproveitou por considerá-los ainda muito toscos. De qualquer forma, alguém os traduziu para a linguagem MIDI e, depois, para MP3. Confiram no terceiro vídeo abaixo.

A propósito, os arquivos MIDI correspondentes aos fragmentos encontrados por Cooper podem ser baixados aqui ou na  PÁGINA DE DOWNLOADS deste blog.








14 julho 2009

LMMS (Linux Multimedia Studio)

LMMS - Linux Multimedia Studio
O LMMS é uma alternativa não-comercial a programas como o FL Studio®, que permite a produção de música de boa qualidade num computador caseiro, o que inclui a criação de melodias, batidas, a síntese e a mixagem de sons, etc.




PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

. gratuito
. multi-plataforma (Linux e Windows)
. editor de canções
. editor de beats e basslines
. editor no estilo Piano-Roll
. um mixer FX de 64 canais e um número ilimitado de efeitos, que permitem infinitas possibilidades de mixagem
. uma boa quantidade de instrumentos e plugins de efeitos incorporados
. automação de trilhas totalmente definida pelo usuário
. compatibilidade com SoundFont2, VST(i), LADSPA, GUS Patches e MIDI
. importação de arquivos MIDI e FLP (Fruityloops® Project)



MEUS TESTES

Estou gostando muito do LMMS: além da aparência profissional, é agradável de se ver e de se usar, é cheio de recursos, e - o mais importante - funciona. Quem conhece o Fruity Loops, vai encontrar um certo parentesco entre ambos. Pode-se ver, abaixo, um instantâneo que eu mesmo fiz durante meus testes, mostrando um projeto já carregado e dois dos plugins que ele utiliza:


Até agora, encontrei somente algumas pequenas falhas (que, na verdade, são “besteirinhas” que eles deverão solucionar rapidamente):

1 . O "toggle" de pelo menos dois dos botões não funcionam (voltando de um pause para o play, o ícone do pause permanece - tendo clicado no apagador, ao voltar para o lápis, o ícone do apagador permanece).

2 . Às vezes, depois de carregar um projeto, verifico que preciso eu mesmo posicionar o ponteiro no seu início.

Só achei um problema sério, mas que, mesmo assim, pode não ser culpa do programa, e sim da minha máquina. Foi quando eu importei alguns dos meus arquivos MID e tentei rodá-los com SoundFonts (SF2): notei que diversas notas falhavam durante a execução. Ainda estou investigando os motivos disso, mas já pude concluir que tanto faz se o arquivo MID é grande ou pequeno. Parece que o problema está mesmo na memória e na velocidade de processamento que os SoundFonts exigem. Tomara que seja só isso (afinal, o meu computador já está precisando de um upgrade).

Confesso que eu ficaria muito mais satisfeito se esse produto incluísse, também, um editor de partituras, mas o "piano-roll" que ele nos oferece até que é bem resolvido. Além do mais, eu concordo com a idéia, propagada por Stephen Malinowski (e concretizada através do seu extraordinário MIDI Player, o MAM - Music Animation Machine, já mencionado por mim neste blog, dias atrás), de que, quanto mais complexa for uma música, mais difícil é compreendê-la olhando-se simplesmente para a sua partitura - para ele, o "piano-roll" é muito mais informativo do que a notação tradicional.

Mas eu gostaria que, ao menos, fosse possível visualizar mais de uma trilha ao mesmo tempo, quer seja num único piano-roll (tanto o Cakewalk como o MAM misturam todas as notas numa única tela, diferenciando-as pela cor), ou com um piano-roll em cada janela.

Bom, de qualquer maneira, se um editor tradicional se tornar imprescindível para mim, o MuseScore já está na fila das coisas que eu pretendo testar.


DICAS DE SOUNDFONTS ORQUESTRAIS

Aqui vai uma sugestão caso você já use ou pretenda usar (ou, pelo menos, testar) o LMMS usando soundfonts de sons orquestrais:

Obs: Para vários dos arquivos abaixo, você precisará de um descompactador específico de SoundFonts, o sfArk.

27mg_Symphony_Hall_Bank - use este como default, pois contem todos os instrumentos de uma orquestra.

Como opção a alguns dos instrumentos deste banco de sons, eu recomendo os seguintes, que eu já testei:

Flauta:
314_Good_Flute - é uma boa flauta, realmente, mas...
Cambridge_Concert_Flute - ... talvez você prefira esta.
Oboe: Natural_Oboe
Recorder (flauta doce): Campbell’s Recorder
Bassoon (fagote): Natural_Basson
Violin Ensemble (conjunto de violinos): HS Strings
Violinos em Pizzicato: 142_Pizzstr
Cello: 1115_Cello_Deep
Vozes: 554_Flobakks_Choir_Aahs (736KB)
Vozes infantis: BoyChoir - achei bom, desde que não se usem notas nem muito graves nem muito agudas.
Obs: Resolvi preparar a relação acima pensando em dar acesso direto às soundfonts que eu já testei, mas você encontrará muito mais opções (incluindo diversos outros do tipo orquestral) navegando pelo site da HomeMusician.net Free Soundfonts.


SPLENDID PIANO

Esta é uma excelente opção ao piano que está no Soundfonts 27mg_Symphony, pois tem uma sonoridade extremamente bonita e natural. Apesar disso, ainda não sei se são problemas, realmente, ou eu é que não estou sabendo usar direito:
1 . Não há uma transição suave entre pianos e fortes - na verdade, há uma mudança abrupta de timbre, que se torna subitamente mais "brilhante" quando a nota ultrapassa determinada intensidade.
2 . Notas diferentes mas com mesma intensidade parecem, às vezes, serem umas mais fortes do que as outras, devido a diferenças nos timbres (umas mais brilhantes que as outras, o que parece ter a mesma causa do problema anterior).
De qualquer forma, você encontrará este soundfont em Splendid_72M.

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)





13 julho 2009

Mbube, ou "The Lion Sleeps Tonight"





"The Lion Sleeps Tonight", ou...

MBUBE ?

Ontem, enquanto conversava distraidamente com algumas pessoas, uma música tocando no rádio me chamou a atenção. A música era A Swinging Safari, do álbum That Happy Feeling, gravado em 1962 pelo maestro Bert Kaempfert:



Imediatamente, pensei: mas não é aquela música do Rei Leão?

Este é o famoso clipe de In the Jungle, do Rei Leão:



Era a mesma música, certamente, só que a gravação de Bert Kaempfert era bem mais antiga, o que me despertou uma certa curiosidade. Vejam o que descobri.

UM RESUMO DA HISTÓRIA
Desta vez, não estou falando de plágios, mas de uma música tão forte que ganhou vida própria – a ponto de ter deixado o seu verdadeiro e original criador a ver navios.

Em 1939 o músico sul-africano Solomon Linda (na foto ao lado) compôs Mbube (Leão, em zulu), e a gravou com o grupo vocal que havia fundado, o Evening Birds (vejam só que raridade):







Logo após esta gravação, Solomon vendeu seus direitos autorais a Eric Gallo (dono da Gallo Record Company) por apenas 10 shillings (cerca de US$ 2,00). As leis britânicas de então estabeleciam que esses direitos só deveriam retornar a ele somente 25 anos depois de sua morte, em 1962.

“Mbube” fez um enorme sucesso. Só na década de 1940, o single chegou à marca de 100 mil cópias vendidas. Mas a sua longa jornada só estava começando...

O musicologista americano Alan Lomax apaixonou-se pela música e resolveu repassá-la a seu amigo, Pete Seeger, do grupo The Weavers, especializado em interpretar músicas folclóricas. Estamos em 1950. Seeger resolveu, então, dar um novo título à Mbube: “Wimoweh” - uma transcrição imprecisa, para o inglês, da pronúncia de “uyembube” (que é o refrão original e significa “Você é um leão”).

Em 1962, os The Tokens, inspirados pela gravação dos The Weavers, resolveram dar a sua própria interpretação, usando uma letra bastante modificada por George Weiss (um dos maiores letristas da história da música popular americana), que a rebatizou de “The Lion Sleeps Tonight”. A letra ficou assim:

Obs: entre colchetes, estão as traduções dos termos em Zulu.


Lala kahle [Durma bem]
In the jungle, the mighty jungle
The lion sleeps tonight
In the jungle, the mighty jungle
The lion sleeps tonight

(Chorus)
Imbube

Ingonyama ifile [O leão está em paz]
Ingonyama ilele [O leão dorme]
Thula

Near the village, the peaceful village
The lion sleeps tonight
Near the village, the peaceful village
The lion sleeps tonight

(Chorus)

Ingonyama ilele (The lion sleeps)

Hush my darling, don't fear my darling
The lion sleeps tonight
Hush my darling, don't fear my darling
The lion sleeps tonight

He, ha helelemama
Ohi'mbube [leão]

(Chorus)

Ixesha lifikile [Chegou a hora]
Lala [Durma]
Lala kahle [Durma bem]

Near the village, the peaceful village
The lion sleeps tonight
Near the village, the peaceful village
The lion sleeps tonight

(Chorus)

My little darling
Don't fear my little darling
My little darling
Don't fear my little darling

Ingonyama ilele [O leão dorme]

Esta é a versão com que as pessoas estão mais familiarizadas hoje em dia, e que foi usada no filme “The Lion King” (O Rei Leão), da Disney. Com ela, os The Tokens haviam chegado ao topo da Billboard Hot 100 em 1961, mas não foi senão depois de “O Rei Leão” que, em 2004, os descendentes de Solomon Linda entraram com uma ação contra a The Walt Disney Company, reclamando, pelo uso desta música em seu filme, o pagamento de royalties que somavam à época (segundo a revista Rolling Stone) cerca de US$ 15 milhões.

MIDIs
Eu encontrei três versões da música The Lion Sleeps Tonight no formato MID (a terceira é a mais interessante, na minha opinião):

Versão 1

Versão 2

Versão 3


MAIS INFORMAÇÕES

O Canal de Florencom, do YouTube, é dedicado somente à extensa lista de covers de Mbube ao longo de décadas.

Na Wikipedia, há um artigo bastante completo sobre o assunto.

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)





12 julho 2009

Testando Sequenciadores MIDI

Testando
sequenciadores MIDI
(LMMS, Frinika e MuseScore)
ou "à procura de um novo sequenciador de músicas"


Na Wikipedia, descobri a seguinte lista de sequenciadores Free/Open Source:

• Ardour
• Frinika (cross platform)
• LMMS (cross platform)
• MusE
• MuseScore (cross platform)
• Musette
• Qtractor
• Rosegarden
• Seq24
• Hydrogen (cross platform, drum machine)

Destes, resolvi testar o Frinika, o LMMS e o MuseScore, que funcionam na plataforma Windows e parecem preencher os requisitos de um sequenciador tradicional.

A imagem no alto deste artigo foi extraída do LMMS, enquanto as abaixo são, respectivamente, do Frinika e do MuseScore (se quiserem acessar os sites destes produtos, basta clicar nas imagens):




Obs: Publicarei aqui, neste blog, minhas conclusões sobre esses produtos, à medida que os for testando.

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)

11 julho 2009

Music Animation Machine

M A M
MUSIC
ANIMATION
MACHINE
Já assistiu ao vídeo abaixo?





Ele é atribuído a um tal de Hattariyaro, e permaneceu vários dias na minha coluna de Vídeos (na parte direita desta página).

Quem viu deve ter achado interessantíssimas aquelas figurinhas que vão aparecendo no meio das músicas. Como entusiasta dos arquivos MID, resolvi fazer algo parecido. O resultado é SPIDERM.MID, uma música que mostra o nome deste blog (veja imagem abaixo).


Para visualizar a imagem acima, no entanto, você precisará também de um MIDI PLAYER especial: o MAM (Music Animation Machine). Ele serve para tocar MIDs enquanto exibe uma representação gráfica de suas notas.

Se quiser, você pode baixar somente o MANUAL.



DICAS

. Depois de baixado, o MAM não precisa ser instalado: basta descompactá-lo.


. Ao executar o programa, selecione a música que eu modifiquei (SPIDERM.MID) em FILE / OPEN, e depois selecione VIEW / DISPLAY TYPE / PIANO ROLL (MAM). A seguir, tecle na barra de espaço e, pronto, a música começará a tocar.


. Mas, atenção: eu só inclui esse único textinho que aparece logo no início – não perca seu tempo ouvindo toda a música achando que vão aparecer mais textos ou figuras.


. No MAM, o usuário pode optar entre outros tipos de representação gráfica. Hattariyaro escolheu, por exemplo, a “tonality compass + bars”.



Você gostaria de fazer o mesmo?

Primeiro, selecione uma música em formato MID e a carregue num sequenciador do tipo Cakewalk (como o Anvil Studio, que é gratuito).

Para melhor entendimento, estou mostrando, abaixo, a tela de um sequenciador MID já carregado com uma música qualquer. Nesta tela, há duas representações diferentes de um mesmo trecho dessa música: no quadro superior, o trecho está representado em um diagrama “piano roll”; no quadro inferior, ele está representado em notação musical (partitura):



O que eu fiz (e o que Hattaniyaro deve ter feito também) foi incluir notas no diagrama “piano roll” de modo que elas tivessem, não tanto um significado musical, mas um significado visual:



Não se preocupe com a partitura, pelo menos por enquanto. O único lugar onde se deve mexer é no diagrama “piano roll”.

Acredito que Hattariyaro tenha incluído todas as figuras da mesma forma que eu, ou seja, manualmente, uma nota de cada vez. Isso não é difícil, mas é trabalhoso. Além disso, é preciso que as notas combinem com a própria música que está sendo tocada (sem truques, do tipo notas mudas – que aparecem na figura, mas não têm função nenhuma na música).

Obs: Neste exato momento, passou pela minha cabeça uma idéia meio diferente: fazer (e disponibilizar gratuitamente) um programinha para facilitar este trabalho. Assim, qualquer pessoa, mesmo sem saber quase nada de Música, poderia inserir textos e imagens nos arquivos MID de sua preferência, escolhendo, inclusive, os pontos em que eles deveriam aparecer.

Se eu resolver, realmente, levar essa idéia adiante, darei notícias diárias, aqui, sobre o andamento deste projeto. Aceito sugestões.


Um pouco mais sobre o MAM

O idealizador do MAM chama-se Stephen Malinowski:



A idéia de associar sons com imagens não é nova. Disney, por exemplo, teve a idéia de sincronizar desenhos animados com peças clássicas em Fantasia. O efeito dessa junção é sinérgica: não só as cenas ganham em emoção, mas a própria música se torna mais inteligível.

Mas a idéia inicial de Malinowski era criar uma alternativa melhor que a notação musical tradicional, que, em sua opinião, era pouco explicativa. Ele mesmo tem preparado alguns vídeos em que demonstra o seu programa. Veja este:



A notação tradicional é eficaz quando se trata de nos informar o que faz cada instrumento durante a execução de uma sinfonia, mas nada nos diz sobre os contrapontos e harmonias resultantes, que ficam dispersas na partitura, como gotas de tinta num oceano. O MAM tenta unir as peças desse quebra-cabeças, desvendando, para nós, a influência que cada nota tem sobre as demais. Mas a sua principal virtude mesmo está em ser a melhor ferramenta que eu conheço para descortinar os mistérios das grandes obras. É realmente fascinante poder "assistir" à complexidade de uma sinfonia que nos habituamos a ouvir por tantos anos, ou o contrário, isto é, ouvir os “sons” que se revelam por trás das imagens que o programa nos exibe.

Tenho visto pessoas acharem que uma sinfonia (tal como a ouvem, executada por uma orquestra) é uma obra coletiva. Para elas, é como se Beethoven, por exemplo, fosse autor somente dos temas de suas sinfonias, cabendo aos músicos e ao maestro da orquestra não somente tocá-las, mas também preencher o resto, usando técnicas e fórmulas que eu nem me arrisco a conceber. Na minha opinião, o MAM ajuda estas pessoas a compreender melhor a realidade dos fatos. É bem possível que elas se espantem ao saber que a Nona Sinfonia não é uma obra coletiva, que cada nota que elas ouvem foi escrita por Beethoven mesmo, e por mais ninguém. Por mais que os músicos, e o próprio maestro, sejam profundos conhecedores de música, eles não estão fazendo nada além de TOCAR o que Beethoven escreveu (emprestando, é lógico, a técnica e a interpretação de que são capazes).

O MAM deixa tudo isto bem evidente na medida em que nos faz enxergar, por meio de um verdadeiro show visual, a estrutura interna das grandes composições. É como se a sincronia entre o que vemos e o que ouvimos estabelecesse uma ponte entre a Arte dos Sons e as Artes Plásticas. Passamos a aceitar, então, também para a Música, um conceito que, para nós, é perfeitamente natural no mundo das artes visuais: o de que uma obra de arte, por mais complexa que seja, pode ter somente um autor (que é, também, no caso da Pintura e da Escultura, o seu único executor).

Tudo o que disse acima pode ser óbvio para mim e para você, mas, acredite, há muita gente que vai a concertos sem a menor noção do verdadeiro motivo pelo qual Bach e Beethoven são considerados gênios da Humanidade. É aí que eu vejo a melhor contribuição que o MAM pode prestar à Música: fazer com que se entenda melhor não somente a grandiosidade de uma obra-prima, mas também o verdadeiro significado da palavra "compositor".


Um vídeo como este abaixo é perfeito para o ouvinte que quer ser introduzido ao Mundo da Polifonia:




O vídeo a seguir serve para convencer o ouvinte sobre a relação direta que há entre a complexidade do que ele vê com a do que ele ouve:




OUTROS VIDEOS RELACIONADOS AO MAM

Hattariyaro disponibiliza vários vídeos legais no CANAL DE HATTARIYARO.


RETRO GAME MEDLEY

No vídeo abaixo, Hattariyaro optou por uma sonoridade típica dos videogames antigos.




MIDI ANIMATION “CHRONO TRIGGER”

O vídeo a seguir dá uma idéia melhor (para os que não têm muito conhecimento sobre as possibilidades do MIDI) do tipo de sonoridade que se pode obter quando se tem os recursos apropriados (tudo depende da máquina):




CONCLUSÃO

Sou um entusiasta do padrão MIDI. Ele, que surgiu para facilitar a interligação de instrumentos musicais eletrônicos, sem querer nos fornece um caminho para a democratização da Música. Graças a ele, qualquer um, hoje em dia, pode fazer música de excelente qualidade. Qualquer um pode produzir, em casa, uma música orquestral, por exemplo, sem precisar do contato com uma orquestra de verdade. Futuramente, falarei sobre o que há de melhor em software e hardware para este padrão.

Obs: não deixe de visitar o SITE DO MUSIC ANIMATION MACHINE.



(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)


10 julho 2009

Arquivos MIDI



Download


de músicas MIDI


(Pato Preto, de Tom Jobim, e uma nova versão de Prece, de Vadico e Marino Pinto)




A minha Página de Downloads acaba de receber três novas aquisições: são duas músicas em formato MIDI e uma partitura em formato PDF.

Prece (Nova versão)

As diferenças entre esta versão e a que eu havia disponibilizado dias atrás são poucas e sutis. Basicamente, rearmonizei os compassos 13, 14, 37 e 38, para que ficassem mais parecidos com uma gravação exemplar de Altemar Dutra.

Pato Preto

Esta é uma daquelas músicas de Tom Jobim que muita gente ouve com prazer e nem sabe que é dele. Desta vez, ao contrário do que fiz com Nuvens Douradas, limitei-me a transcrever o que está na partitura (que também tem a letra desta música). Por isto, você verá somente as partes da voz e do piano.

Obs: Este arquivo MIDI, só com o que tem, já está muito interessante, mas eu deixo para algum de vocês (ou para mim mesmo, num futuro não muito distante) a tarefa de torná-lo artisticamente mais bem acabado. Fique à vontade para acrescentar andamentos, dinâmicas, percussão, etc.

OS ARQUIVOS

Download da música Pato Preto:
Tom Jobim - Pato Preto.mid

Download da partitura de Pato Preto:
Tom Jobim - Pato Preto.pdf

Download da música Prece:
Vadico e Marino Pinto - Prece (2).mid

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)




04 julho 2009

O Plágio e a Criatividade (Parte 5)




Nuvens Douradas.mid
Ouça Nuvens Douradas
(finalmente...)

Achei a partitura de Nuvens Douradas! Não é a versão orquestrada por Claus Ogerman para o álbum Matita Perê, mas uma redução para piano preparada por Paulo Jobim, filho de Tom. De qualquer forma, as harmonias correspondem exatamente às da versão orquestrada, o que é mais que suficiente para eu ilustrar a minha tese sobre a alegada semelhança desta obra com "Prece", de Vadico e Marino Pinto.



Para gerar um arquivo MID de Nuvens Douradas, pensei numa transcrição literal, ou seja, para piano apenas, mas acabei extrapolando: tentando recriar o clima que emana da orquestração de Ogerman, "enriqueci" alguns trechos com o acréscimo de uma seção de cordas e duas flautas transversas. Não sei se conseguiria resultado melhor se tivesse tido mais tempo. Além disso, a percussão foi totalmente improvisada. Se alguém se dispuser a orquestrar o resto, e até a melhorar o que consegui fazer, fique à vontade.

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO PARA OUVIR A MÚSICA (Para baixar, clique com o botão direito e selecione SALVAR DESTINO COMO):

Nuvens Douradas.mid

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO PARA BAIXAR A PARTITURA:

Partitura de Nuvens Douradas

Já estou preparando também uma versão MID de Prece (dê uma olhadinha, amanhã mesmo, na caixa Downloads aí do lado direito).

Observação:
Eu havia dito que o artigo de hoje trataria de minhas reflexões sobre o conceito de plágio. Mudei de idéia. A transcrição de Nuvens Douradas me consumiu mais horas de trabalho do que eu havia previsto inicialmente. Deixo essas reflexões para a Parte 6 desta série, a ser publicada na próxima quarta-feira, 8 de julho.

DEMAIS ARTIGOS DESTA SÉRIE: 1 - 2 - 3 - 4 - 6

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)





30 junho 2009

Cinco arquivos MID




Cinco arquivos MID

(para você baixar)


Esses são arquivos no formato MID. Isto significa que a sua sonoridade vai depender fortemente da qualidade da placa de som ou do chip de som onboard de sua máquina.

Eu os peguei da Internet há bastante tempo atrás e, aos poucos, fui corrigindo uma notinha errada aqui, modificando um timbre ali, enfim, fui adaptando ao meu gosto.

Na Aria de Bach quase tudo o que fiz foi modificar os timbres. Ah, e acrescentei um cravo, com o qual “brinquei” um pouco com a possibilidade de efetuar um acompanhamento de baixo-contínuo.

Na Balada de Chopin, por outro lado, eu só me lembro de ter mexido nos pedais. Eu a incluí aqui não só por sua beleza, mas também para mostrar uma das razões pelas quais eu sou entusiasta dos arquivos MID. Observem que toda a expressividade do intérprete pôde ser captada registrando-se apenas os movimentos que seus dedos impunham às teclas de seu instrumento.

Já no Concerto de Brandenburgo, eu resolvi modificar todos os timbres e ajustar os níveis de cada canal para dar um aspecto “a la Wendy Carlos”, buscando, inclusive, dar uma personalidade independente a cada um dos dez instrumentos, destacando-os do amálgama musical. Isso pode parecer um detalhe sem importância, mas tem o efeito de ressaltar notas e linhas melódicas que normalmente não se percebe individualmente quando tocadas por instrumentos de mesma sonoridade. Pode não ser a melhor maneira de se ouvir Bach, mas, para mim, é excelente para se apreciar a sua escrita contrapontística.

O Scherzo da Nona de Beethoven foi bastante mexido em relação à versão que eu baixei da Internet. Ajustei níveis, modifiquei andamentos, dinâmicas, e ainda corrigi algumas notas também. Sobre os níveis, por exemplo, achei necessário aumentar os volumes de determinados naipes, como o dos violinos e o das trompas, que na minha máquina estavam baixos demais (é bem provável que agora fiquem muito altos em outras máquinas...). Além destes, há inúmeros outros detalhes de que não me lembro mais. Agora, é como eu disse: a sonoridade vai depender do hardware.

A Sonata de Scarlatti está como o encontrei. Não achei necessário mexer em nada.


OS ARQUIVOS MID

Bach, J.S. - Aria da Suite #3
Beethoven - Sinfonia #9 - Scherzo
Chopin - Balada #1
Scarlatti - Sonata
Bach, J.S. - Concerto de Brandenburgo #3 - Mov.1