Quem viu o meu post sobre Allex Bessa, também viu o instrumento ao lado: era num órgão Tokai TX5 que Bessa tocava Catherine Parr, de Rick Wakeman. Acontece que se trata do mesmo produto. Foi rebatizado como “Ventura” apenas para que pudesse ser comercializado nos Estados Unidos sem o risco de ser considerado um lançamento da Tokai Guitars, uma companhia completamente independente.
Sobre ele, eu poderia dizer que alia características de um teclado vintage (não usa samples, por exemplo) com recursos que só se tornaram possíveis graças a avanços tecnológicos mais recentes (como os efeitos realísticos e a possibilidade de programar grande número de presets).
Encontrei os preços para a versão simples (a da foto é uma versão Combo, com dois teclados e um stand): nos Estados Unidos, custa US$1999,00 (sweetwater). No Brasil (mercadolivre), vi anunciado por R$3390,00. Uma boa ficha técnica do produto pode ser encontrada na própria sweetwater.
O vídeo abaixo serve bem como demonstração do produto: é a primeira versão do Tokai TX5 (com Allex Bessa):
O vídeo abaixo é um demonstrativo mais detalhado do Ventura TX5:
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13 dezembro 2010
11 dezembro 2010
Wakemaniacs - Alex Bessa
Num post anterior, falei sobre a “Wakemania” – e, mais especificamente, sobre o “Wakemaniacs”, um projeto desenvolvido por Allex Bessa, Luciano Januzzi e Fernando Faustino.
Dos três, Bessa é, talvez, o mais “wakemaníaco” (muitos o consideram o “Rick Wakeman brasileiro”) - não por acaso, é ele quem toca o mini-Moog no vídeo em que eles interpretam o “Journey to the Centre of the Earth”, de Wakeman.
Essa é a sua autobiografia, extraída de seu site:
Músico auto didata, Pianista, tecladista, produtor e arranjador, se profissinalizou músico aos 16 anos nos principais palcos do litoral Santista.
Criou junto com Maristella Bessa o grupo Nascente que foi aclamado pela crítica e mída do litoral santista como revelação musical nos anos 80. Mudando para São Paulo aos 21 anos começou a produzir discos para as gravadoras RGE, Velas, Atração e Continental East West. Gravou também para muitas outras gravadoras como Sony, Universal, Continental , RCA entre muitas outras.
Tocou com artistas e bandas como O Terço, Sergio Dias, Rita Lee, além de ter dividido os palcos com outros grandes artitas da nossa MPB como Daniel Gonzaga, Alaíde Costa, Cauby Peixoto, Jobam, Romulo Arantes, entre outros.
Suas influências musicais vão dos clássicos ao rock progressivo de Rick Wakeman, Yes, Emerson Lake & Palmer e essas influências o ajudaram muito a criar trilhas para cinema, rádio e TV em peças publicitárias para Varig, Pringles , Bank Boston, Microsoft, ABES Visconti ( com Xuxa ), Banco Panamericano e muitas mais. Criou trilhas para CDs de demonstração de sintetizadores para a Roland Brasil. Muito comparado ao tecladista britânico Rick Wakeman , Allex remontou um tributo à banda YES com o fundador desse tributo Aru Jr. em 1995, a Yessongs Band.
Em 1998 criou uma parceria com o produtor e diretor de cinema Mario Kuperman gravando a trilogia dos Rios e Os Tropeiros. Em 2001 conheceu Haruo Hayashida com o qual iniciou a idéia de criar um órgão profissional e portátil com drawbars e recursos vintages. Idéia essa que resultou no aclamado Tokai TX-5 DSPlus e Classic que agora são exportados com o novo nome Ventura.
Em 2005 produziu e colaborou com suas composições e de Maristella Bessa a gravação do CD e DVD Tarkus Ao Vivo em Niterói que recebeu mundialmente críticas positivas. Atualmente toca com a Banda Do Sol e gravou o novo CD Tempo com a participação e mixagem de Billy Sherwood ( YES ), e com a Classic Machine, banda que resgata grandes sucessos do Rockn Roll.
Bessa na Spalla, tocando "Catherine Parr" (num órgão Tokai) - é ou não é o nosso Rick Wakeman?
Dos três, Bessa é, talvez, o mais “wakemaníaco” (muitos o consideram o “Rick Wakeman brasileiro”) - não por acaso, é ele quem toca o mini-Moog no vídeo em que eles interpretam o “Journey to the Centre of the Earth”, de Wakeman.
Essa é a sua autobiografia, extraída de seu site:
Músico auto didata, Pianista, tecladista, produtor e arranjador, se profissinalizou músico aos 16 anos nos principais palcos do litoral Santista.
Criou junto com Maristella Bessa o grupo Nascente que foi aclamado pela crítica e mída do litoral santista como revelação musical nos anos 80. Mudando para São Paulo aos 21 anos começou a produzir discos para as gravadoras RGE, Velas, Atração e Continental East West. Gravou também para muitas outras gravadoras como Sony, Universal, Continental , RCA entre muitas outras.
Tocou com artistas e bandas como O Terço, Sergio Dias, Rita Lee, além de ter dividido os palcos com outros grandes artitas da nossa MPB como Daniel Gonzaga, Alaíde Costa, Cauby Peixoto, Jobam, Romulo Arantes, entre outros.
Suas influências musicais vão dos clássicos ao rock progressivo de Rick Wakeman, Yes, Emerson Lake & Palmer e essas influências o ajudaram muito a criar trilhas para cinema, rádio e TV em peças publicitárias para Varig, Pringles , Bank Boston, Microsoft, ABES Visconti ( com Xuxa ), Banco Panamericano e muitas mais. Criou trilhas para CDs de demonstração de sintetizadores para a Roland Brasil. Muito comparado ao tecladista britânico Rick Wakeman , Allex remontou um tributo à banda YES com o fundador desse tributo Aru Jr. em 1995, a Yessongs Band.
Em 1998 criou uma parceria com o produtor e diretor de cinema Mario Kuperman gravando a trilogia dos Rios e Os Tropeiros. Em 2001 conheceu Haruo Hayashida com o qual iniciou a idéia de criar um órgão profissional e portátil com drawbars e recursos vintages. Idéia essa que resultou no aclamado Tokai TX-5 DSPlus e Classic que agora são exportados com o novo nome Ventura.
Em 2005 produziu e colaborou com suas composições e de Maristella Bessa a gravação do CD e DVD Tarkus Ao Vivo em Niterói que recebeu mundialmente críticas positivas. Atualmente toca com a Banda Do Sol e gravou o novo CD Tempo com a participação e mixagem de Billy Sherwood ( YES ), e com a Classic Machine, banda que resgata grandes sucessos do Rockn Roll.
Bessa na Spalla, tocando "Catherine Parr" (num órgão Tokai) - é ou não é o nosso Rick Wakeman?
26 junho 2009
Nord Stage EX

Teclados
NORD Stage EX
(piano de palco)
Quem viu a Vanessa da Matta cantando no programa Altas Horas, na madrugada de 14 de junho, deve ter notado, lá atrás, um teclado vermelhinho, muito bonito por sinal. Talvez tenham prestado atenção, também, ao seu som super-expressivo. No caso, o tecladista havia escolhido um dos sons de Hohner Clavinet, ao que parece um dos preferidos pelos seus usuários.NORD Stage EX
(piano de palco)
O teclado em questão é o Nord Stage EX, da Clavia, uma empresa sueca especializada em teclados (para ouvir alguns exemplos, clique aí na coluna à esquerda, em VÍDEOS DA SEMANA).
Quem já viu um Nord Stage padrão achará este modelo EX muito semelhante, a não ser pelas cores do painel, que agora é amplamente dominado pelo cinza e pelo preto, ao contrário do antecessor, que é multi-colorido. Ainda como “upgrade” em relação ao modelo padrão, o EX apresenta dois novos sons de Italian harpsichords, que são realmente excepcionais, além de vir com o dobro da memória (128MB).
AS SEÇÕES
Seus instrumentos são divididos em três seções:
Órgão:

Piano:

Sintetizador:

No painel, além das seções de instrumentos, há também as seguintes seções:
Extern Section, Effects, AmpSim/Eq, Compressor e Reverb:

As figuras abaixo mostram mais alguns detalhes do painel:
OS PIANOS
Este produto organiza sua coleção de pianos em seis categorias:
1 . Três “grand pianos” baseados no Yamaha C7 e no Steinway Model D;
2 . Dois “upright pianos” (pianos verticais, tipo armário);
3 . Um piano elétrico CP80 da Yamaha e uma mistura desse mesmo piano com o de um piano acústico;
4 . Três variações do Fender Rhodes: Mark I, Mark II e Mark V;
5 . Uma variante do Wurlitzer;
6 . E, finalmente, quatro instrumentos baseados no Hohner Clavinet.
Os samples de pianos elétricos, tanto os da Rhodes como o da Wurlitzer, são perfeitos. Os sons de piano acústico também são excelentes, com destaque para os do Studio Grand mk2, da Yamaha.
Achei magnífica a maneira como o teclado pode ser “dividido”, podendo atuar como se fossem vários instrumentos absolutamente independentes, inclusive no que diz respeito aos efeitos.
È digno de nota a preocupação da Clavia em dotar as teclas com diferentes ações dependendo do instrumento selecionado. Assim, por exemplo, nos pianos o disparo das notas é levemente antecipado para proporcionar maior velocidade. Para os órgãos, eles anteciparam ainda mais o disparo das notas para garantir um toque suave e ao mesmo tempo ágil. Já no Clavinet eles privilegiaram a precisão dos “staccatos”, simulando o pinçar das cordas, o que nada tem a ver com a ação dos “martelos” de um piano.
As versões com 88 e com 76 notas têm teclas pesadas, enquanto na Compact (que, por sinal, também tem 76 notas) as teclas são menores mas são semi-pesadas, isto é, cumprem o requisito mínimo para que o produto continue na categoria de piano de palco. Ter teclas pesadas, ou pelo menos semi-pesadas (que não simulem o mecanismo de um piano acústico mas que tenham algum peso, pelo menos), é requisito básico para qualquer Stage Piano. Vou terminar este artigo aproveitando a oportunidade para tentar esclarecer o que vêm a ser “teclas pesadas”.
O QUE SÃO TECLAS PESADAS?
Quem já experimentou tocar num piano acústico sabe que as teclas parecem realmente mais “pesadas” em comparação com as de um teclado amador ou semi-profissional. Para que uma corda do piano possa vibrar, um “martelo” precisa atingí-la, o que se dá graças a um mecanismo mais ou menos complexo. Embora feito de materiais leves (madeira, feltro, etc.), esse mecanismo (incluindo aí o “martelo”) tem um certo peso, que é transferido para as teclas do piano. Quando se fala em “ação” das teclas, fala-se principalmente dos diferentes estados em que a tecla pode estar, graças, principalmente, a um dispositivo inventado em 1821 por Sébastien Érard para permitir que uma corda seja atingida repetidamente sem a necessidade do retorno completo da tecla. O objetivo deste invento era claro: permitir a execução de notas repetidas a intervalos muito curtos. O sucesso desse mecanismo foi amplamente demonstrado nos recitais em que Franz Liszt se apresentava com pianos Érard, e logo fizeram com que todas as outras marcas de piano o adotassem desde então.
Por hoje, é só. Até o próximo artigo.
09 junho 2009
ROLAND FANTOM G (Parte 8)
Resumo
A Fantom G tem muitas outras cartas na manga: banco de acordes (possibilitando emissão de acordes complexos com o uso de um só dedo), acordes arpejados como num violão, um modo pitch-bend inovador que permite manter-se uma nota presa enquanto se varia uma outra (à la Jimi Hendrix), um arpeggiator, um step LFO (empregado engenhosamente para criar beats e synth phrases), além de detecção de sample beat com Recycle-style sample slicing... Só não encontrei ainda um acessório que sirva para tirar pedras dos cascos de um cavalo, mas a Roland provavelmente já deve estar trabalhando nisso (a atualização v1.2 foi liberada justo quando nós estávamos para publicar este artigo; nessa atualização, não há ainda aquele acessório de que falei, mas foram incluídas algumas melhorias no sistema de gravação e sequenciamento que chegaram tarde demais para que pudessem ser testadas para este artigo).
Workstations são ferramentas versáteis, mas, sempre que se tenta fazer coisas demais, corre-se o perigo de não fazê-las todas com a mesma qualidade. Sendo crítico ao extremo, poderia ser dito, por exemplo, que o editor de aúdio de uma Fantom G não rivaliza com o do Pro Tools, ou que suas formas-de-onda perdem em alcance e profundidade na comparação com os samples das bibliotecas especializadas, ou que ele simplesmente não tem aquelas opções de programação mais complexas que seriam encontradas num sintetizador analógico mais sofisticado, mas dizer tudo isto seria o mesmo que ignorar o mais importante: a força da Fantom G está exatamente no fato de ela abranger todas essas facetas, fundamentais para o trabalho de um profissional dessa área, e as combinar convenientemente num único pacote.
Uma última reflexão: a minha experiência me diz que leva um certo tempo até que se extraia o que há de melhor em teclados complexos como este, e os momentos de maior satisfação geralmente só ocorrem depois que já se está mais familiarizado com as funcionalidades mais profundas e sutis. A Fantom G tem recursos de programação aos montes, e explorar todas as suas possibilidades deve garantir, por uns bons anos, muita diversão para os músicos mais criativos. Até lá, a Roland provavelmente já estará comercializando algo como a Fantom Z (ou talvez se mudado para um produto que se chame, sei lá, “Spectre SD” - que, depois de compor e gravar uma sinfonia para você, irá preparar também o seu jantar). Qualquer que venha a ser esse futuro, um teclado do nível de uma Fantom G jamais perderá o seu extraordinário valor musical.
O Retorno da Fantom:O sistema de geração de sons da workstation Fantom, da Roland, baseia-se no módulo XV5080, da mesma fabricante, já analisado na SOS de Novembro de 2000 (veja em www.soundonsound.com/sos/nov00/articles/rolandxv5080.htm). A Roland inaugurou sua linha Fantom em 2001, aperfeiçoando-a continuamente desde então. Pode-se acompanhar este processo nos seguintes artigos de SOS:
Fantom FA76 (Fevereiro de 2002) www.soundonsound.com/sos/feb02/articles/fantom0202.asp
Fantom S/S88 (Outubro de 2003) www.soundonsound.com/sos/oct03/articles/rolandfantoms.htm
Fantom X6/X7/X8/XR (Setembro de 2004) www.soundonsound.com/sos/sep04/articles/rolandfantomx.htm
A Fantom FA76 não tinha sampling e não podia ser conectada a um computador (um drive de disquetes era usado para salvar dados). Samples de usuários passaram a ser aceitos com o modelo “S”, que também incorporou os pads dinâmicos e substituiu o drive de disquetes por um slot de cartões Smart Media e pela USB. A Fantom X foi um dos primeiros teclados a incorporar uma tela LCD colorida.
A Roland aperfeiçoou continuamente as especificações de sua famíia Fantom ao longo de sete anos. Eis uma breve descrição dessa evolução, passo-a-passo:
Fantom: FA76 Fantom S Fantom X Fantom G
Ano de lançamento: 2001 2003 2004 2008
Polifonia máxima: 64 vozes 64 vozes 128 vozes 128 vozes
Memória disponível para formas-de-onda (ROM): 64MB 64MB 128MB 256MB
Formas-de-onda: 1083 1228 1480 2230
Patches (pré-configurados): 640 + 256* 648 + 256* 1024 + 256* 1664 +256*
Patches (de usuários): 128 256 256 512
Coleção de Ritmos (pré-configurados): 16 + 9* 32 + 9* 40 + 9* 64 + 9*
Coleção de Ritmos (de usuários): 16 32 32 64
Performances (pré-configuradas): 64 (m) 64 (m) 64 (m) 512 (8)
Performances (de usuários): 64 (m) 64 (m) 64 (m) 512 (8)
Sistemas multi-tímbricos (pré-configurados): 16 (16) 16 (16) 16 (16) 8 (16)
Sistemas multi-tímbricos (de usuários): 16 (16) 16 (16) 64 (16) 128 (16)
Memória RAM para samples (de fábrica/máximo): — 32/288MB 32/544MB 32/1GB
Efeitos: 90 77 70 78
Legendas:
* = General MIDI 2 patches
(m) = monotímbrico
(8) = muti-tímbrico com 8 partes
(16) = muti-tímbrico com 16 partes
Obs:
1 . A partir da atualização v1.2 (liberada justo quando estávamos para publicar este artigo). a Fantom G passou a aceitar 1GB de RAM.
2 . Na Fantom G, o que eram, inicialmente, “Performances” monotímbricas, e depois passaram a ser multi-tímbricas com 8 partes, agora são chamadas de “Live Sets”, enquanto os sistemas Multi-tímbricos com 16 partes são agora referenciados como “Studio Sets”.
Meus Favoritos:
As configurações que a Fantom G traz de fábrica têm muito a oferecer. Eis uma breve seleção de algumas das que mais me agradaram:
Single Patches:
80 Pure EP: Um verdadeiro Fender Rhodes (ao menos eu o achei bastante realístico!), multi-sampleado muito corretamente. O som metálico como o de um sino é reproduzido fielmente, e as dinâmicas em quatro camadas conseguem capturar todas as variações de timbre do instrumento.
131 Remember: Um pad com som onírico e etéreo.
196 Himalaya Ice: Perfeito como fundo para um documentário de TV sobre a Antártica (podendo sonorizar, por exemplo, o surgimento de um iceberg).
521 6-Str Bass Brt. 1: O melhor baixo elétrico “clean” que eu já ouvi de uma workstation.
901 Tpt Soloist 3: Um solo de trompete orquestral brilhante e impositivo, ótimo para fanfarras.
1302 Chaos 2003: Um pad com um som belo, nervoso e cambiante.
Live Sets:
004 Dream Lead: Uma guitarra lead seca, incrementada pelo som bombástico de um death metal bass.
015 Westminster Abbey: Som de órgão de uma gigantesca catedral.
026 Techno Shredder: Enquanto sua mão esquerda ativa grooves de funk, a direita toca uma guitarra lead com distorção e palm-muted. Resultado: horas de divertidas jam sessions.
030 Liquid Nylon & Strings: Absolutamente celestial, um sonho para os improvisadores.
035 Cinema Str & Timp: Ótimo para compor música incidental de filmes melodramáticos.
041 Mega-G Synth: Mega, este som é, com certeza - especialmente pelo final retumbante.
Roland Fantom G
prós:
Contem uma enorme e versátil coleção de patches e de configurações multi-tímbricas, e espaço de sobra para salvar as do próprio usuário.
Excelentes samples de piano Rhodes, órgão de tubos, baixos e guitarras acústicas e elétricas.
Reverberação excelente.
Sequencer com 24 trilhas de áudio e 128 trilhas MIDI.
Trabalha com multi-samples inseridos pelos usuários.
contras:
Não importa bibliotecas de samples de terceiros, apenas os dados brutos dos arquivos WAV e AIFF.
Não reconhece os pontos de loop.
Não tem um controle panorâmico para os samples individuais de usuário.
final:
A workstation Fantom G, da Roland, tem algo de bom para cada um de nós – uma gama enorme de patches feitas sob medida para os tecladistas, pads dinâmicos e menus completíssimos para os programadores, gravação de áudio em multi-trilha e sequenciamento MIDI para produtores, além de recursos avançados de slice, dice e loop para os que gostam de mexer diretamente nos samples. Juntando tudo isso num único produto, o que teremos será uma workstation sofisticada, bem projetada e solidamente construída, com grande capacidade de expressão musical.
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08 junho 2009
ROLAND FANTOM G (Parte 7)
Roteamento de efeitos ao estilo Fantom G. Observe que o envio de efeitos para cada um dos quatro tons num patch tem a sua própria configuração
Eu certamente ficarei muito feliz no dia em que tocar uma Fantom G ao vivo para o meu público de adoradores (embora esteja cada vez mais complicado de achar esse meu público, e eu ainda esteja trabalhando para que ao menos uma parte dele realmente me adore). As sete oitavas de extensão do G8 são uma tremenda bênção para os pianistas (minha mulher ficou maravilhada ao descobrir que, nele, poderia tocar as notas finais, extremamente graves, de sua peça clássica favorita), e a capacidade de cobrir a extensão completa de uma orquestra sem usar botões de transposição de oitavas é uma vantagem quando se trabalha com bibliotecas de sons orquestrais. A superfície um tanto fosca das teclas do G8 é agradável ao toque. Os conservacionistas e os elefantes ficarão muito aliviados ao saber que elas não são de marfim, mas os fabricantes procuraram imitar-lhe a aparência, deixando-as ligeiramente amareladas.
Tendo começado minha carreira como organista, o meu toque é mais adequado aos teclados eletrônicos do que aos pianos acústicos. Talvez por isso, e devido, também, às limitações de minha técnica pianística e aos meus dedos relativamente curtos, as teclas pesadas do G8 me impuseram, no início, certa dificuldade nas passagens rápidas. Apenas uns poucos dias de prática, no entanto, foram suficientes para que eu me adaptasse, e até começasse a apreciar cada vez mais o toque pianístico desse teclado. Programadores de ritmos talvez se dêem melhor com um G6 ou G7, uma vez que a maior leveza de suas teclas proporciona um ricochete mais rápido, facilitando, assim, a execução rápida de notas repetidas, tão curtas que seriam inviáveis num teclado G8.
O peso da G8 (uns 33,5kg), e o seu tamanho (1,40 x 0,48m), são uma desvantagem na estrada. Estremeço só de imaginar o quanto ela pesaria se estivesse embalada para uma viagem de avião – portanto, a menos que se esteja realmente precisando de seu toque pianístico e/ou de suas 88 teclas, o ideal mesmo seria optar pelos modelos G7, de 76 teclas, e G6, com suas cinco oitavas (pesando, respectivamente, 16,7 e 14,5kg). Seria muito mais prático, e haveria um risco menor de se terminar uma apresentação com dores nas costas. Para quem pretende se apresentar ao vivo, é bom ter em mente que ele não liga instantaneamente. Mesmo sem nenhum sample para carregar, ele precisa de 15 segundos para, uma vez ligado, entrar no playing mode. O mesmo pode muito bem acontecer a outras workstations, é verdade, mas achei importante fazer este alerta porque as fontes de alimentação podem sofrer falhas ocasionais justamente quando se está numa apresentação, ainda mais quando as condições são caóticas (o que não é nada impossível de acontecer). E, quando se está sob a luz dos refletores, esses 15 segundos podem parecer uma eternidade.
Tendo começado minha carreira como organista, o meu toque é mais adequado aos teclados eletrônicos do que aos pianos acústicos. Talvez por isso, e devido, também, às limitações de minha técnica pianística e aos meus dedos relativamente curtos, as teclas pesadas do G8 me impuseram, no início, certa dificuldade nas passagens rápidas. Apenas uns poucos dias de prática, no entanto, foram suficientes para que eu me adaptasse, e até começasse a apreciar cada vez mais o toque pianístico desse teclado. Programadores de ritmos talvez se dêem melhor com um G6 ou G7, uma vez que a maior leveza de suas teclas proporciona um ricochete mais rápido, facilitando, assim, a execução rápida de notas repetidas, tão curtas que seriam inviáveis num teclado G8.
O peso da G8 (uns 33,5kg), e o seu tamanho (1,40 x 0,48m), são uma desvantagem na estrada. Estremeço só de imaginar o quanto ela pesaria se estivesse embalada para uma viagem de avião – portanto, a menos que se esteja realmente precisando de seu toque pianístico e/ou de suas 88 teclas, o ideal mesmo seria optar pelos modelos G7, de 76 teclas, e G6, com suas cinco oitavas (pesando, respectivamente, 16,7 e 14,5kg). Seria muito mais prático, e haveria um risco menor de se terminar uma apresentação com dores nas costas. Para quem pretende se apresentar ao vivo, é bom ter em mente que ele não liga instantaneamente. Mesmo sem nenhum sample para carregar, ele precisa de 15 segundos para, uma vez ligado, entrar no playing mode. O mesmo pode muito bem acontecer a outras workstations, é verdade, mas achei importante fazer este alerta porque as fontes de alimentação podem sofrer falhas ocasionais justamente quando se está numa apresentação, ainda mais quando as condições são caóticas (o que não é nada impossível de acontecer). E, quando se está sob a luz dos refletores, esses 15 segundos podem parecer uma eternidade.
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07 junho 2009
ROLAND FANTOM G (Parte 6)
Desnudando o Sampling
Como nas versões anteriores da Fantom, também nesta se pode gravar e reproduzir áudio. Os 32 MB de memória disponibilizados para este propósito estão longe de ser um exagero, mas ao menos pode-se expandí-los até o máximo de 1GB com a instalação de cartões DIMM. Embora a gravação de áudio neste equipamento seja um processo bastante simples, o mesmo não ocorre quando se tenta importar samples de terceiros. Por volta do ano 2000, a Roland comercializava o XV5080, um módulo de som capaz de importar samples da Akai e da própria Roland. Parece estranho, portanto, que o teclado sobre o qual estamos falando neste artigo, justamente por ser muito mais moderno e eficiente, não seja capaz de importar instrumentos diretamente de uma biblioteca de samples – ele até reconhecerá os dados brutos contidos nos arquivos de áudio em formato WAV e AIFF, mas ignorará todos os dados de formatação (incluindo os pontos de loop). Para se reconstruir um instrumento que tenha pontos de loop, primeiro os seus samples terão que ser importados, e, a seguir, os seus parâmetros, o mapeamento e os pontos de loop deverão ser inseridos manualmente. Trata-se de um trabalho realmente maçante. Por sorte, a Fantom G sampleia a uma taxa de 44,1kHz, exatamente a mesma com que são formados os samples da grande maioria das bibliotecas, o que aumenta as chances de essa cópia manual produzir bons resultados (se, por outro lado, os samples tiverem sido gravados em uma outra taxa, 48k, digamos, é bom já ir pegando uma calculadora e uma aspirina...).
Eu ajustei a Fantom G para a tarefa, relativamente simples, de reconstruir uma flauta de osso étnica da biblioteca Dirk Campbell’s Origins, originalmente criada para o sampler EXS24. A Fantom G não teve problemas com a importação dos samples em formato AIFF a partir de uma memória USB. Feito isso, eu coloquei o teclado em seu modo multisample (uma melhoria acrescentada pelo fabricante na última hora, tanto que nem é mencionada ainda em seu excelente manual do usuário) e passei a copiar os parâmetros EXS manualmente. Depois de quebrar a cabeça com o sistema de mapeamento (nada intuitivo, por sinal), comecei a encaixar, cuidadosamente, os pontos de partida, os pontos de loop, fazer o ajuste fino, e até mesmo o ajuste normal de cada trecho do loop. A única coisa que me fez falta, nessa hora, foi a implementação de um controle panorâmico para os samples individuais, mas isso não chegou a ser um empecilho. O procedimento foi moroso, e está longe de ser o ideal, mas funcionou.Num mundo ideal, deveria ser possível ligar a Fantom G a um computador, selecionar, dentre os arquivos do HD, o da “EXS24”, por exemplo, clicar em “convert instrument”, distrair-se com o Teletext em busca das fofocas excitantes do showbiz enquanto o teclado processa os dados sampleados, e uns poucos minutos mais tarde poder tocar a sua Fantom com todos os sons da EXS24. Do jeito que as coisas são, no entanto, isto não passa de um sonho, mas, admitamos, os poucos samples que se conseguir importar já são melhores do que nada.
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06 junho 2009
ROLAND FANTOM G (Parte 5)
Pads e SequenciadorA quantidade de funções desempenhadas pelos 16 botões luminosos do Dynamic Pad é muito maior agora do que na época da Fantom X. Além de continuarem atuando como disparadores dinâmicos, ao estilo MPC, de sons rítmicos, samples e sequências pré-programadas de MIDI, eles agora funcionam também como chaves com que se pode silenciar partes e trilhas de uma sequência, acessar rapidamente os sons favoritos, e assim por diante. Uma de suas funções mais úteis é o “Numeric Mode”, no qual 10 dos 16 botões passam a servir como teclado numérico – o que é essencial para agilizar o acesso a patches do final da lista, como, por exemplo, o patch de número 1572!
Quando se usa a Roland Fantom G Workstation como teclado master no modo single patch, os 16 botões podem funcionar como chaves liga/desliga dos 16 canais de transmissão MIDI (obs: este produto não oferece um parâmetro global para “MIDI transmit channel select”, uma omissão que me parece, no mínimo, muito estranha). Com isto, pode-se transmitir dados em diversos canais MIDI simultaneamente, mas eu não recomendo que se toque uma nota isolada em cada um dos 16 canais, porque isso gera 16 comandos separados de Note-On trafegando pelo cabo MIDI um após o outro, com consequências negativas para a temporização e para o dispositivo receptor de MIDI. É mil vezes preferível sequenciar as partes num canal MIDI único, e então copiá-las para outras trilhas MIDI dentro de seu sequenciador.
Por muitos e muitos anos, eu utilizei um sequenciador por hardware MC500, da Roland, e sempre achei satisfatória a sua resolução temporal de 96 pulsos-por-quarto-de-nota, por isso me sinto plenamente atendido, neste quesito, com o sequenciador da Fantom G, que grava com 480 ppqn. Com 120 bpm, por exemplo, temos uma resolução temporal de cerca de um milissegundo, o que é suficientemente preciso para os casos mais exigentes (e, definitivamente, rápido o bastante para o jazz). O sequenciador destas Fantom G pode trabalhar com até 128 trilhas MIDI e 24 trilhas de áudio, o que, sem dúvida, atende às demandas da maioria dos projetos. No caso de serem necessárias mais trilhas, sempre se poderá liberar mais espaço fundindo algumas das trilhas MIDI e/ou rebatendo uns poucos arquivos de áudio (entretando, se sentir que vai exceder a capacidade máxima do sequencer, que é de um milhão de notas, eu sugiro que você reflita um pouco mais sobre a sua composição...). Mas a única facilidade de que eu realmente senti falta no sequenciador foi uma função de track solo.
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05 junho 2009
ROLAND FANTOM G (Parte 4)
Efeitos e Programação
Em todas as versões da Fantom, as conexões de áudio e MIDI estão no painel traseiro. Existem, também, conectores coaxiais S/PDIF (não aparecem na foto) e três portas USB, para mouse, cartão de memória e conexão com computador.Os patches da Fantom G têm efeitos dedicados, de modo que, quando se trabalha com Live Set ou com Studio Set, os patches soam exatamente como se estivessem no modo single. Trata-se de um grande avanço em relação a outras workstations (incluindo, aí, os modelos Fantom anteriores). Entre os 78 efeitos disponíveis podemos citar o auto-wah, o reverse delay, o lo-fi radio e simulações de telefones, além dos efeitos 3D Roland Sound Space e do divertido “step filter”, que possibilita a criação de ritmos a partir de filtragem com modulação tempo-sync’ed. Tudo soa muito bem, mas o master reverb me roubou a atenção por sua elegância e rica sonoridade.
É importante encontrar o som certo para cada parte, mas mesmo o mais persistente dos desbravadores de sons pode acabar se cansando quando forçado a peregrinar por centenas de patches. Mas o diretório de patches da Fantom G é tão amigável que me ajudou a preservar minha sanidade mental enquanto ouvia toda a sua lista de 1664 patches já instalados de fábrica; ele divide essa lista em 39 categorias, limitando o número de linhas exibidas na tela a algo em torno de 40. Mantendo a tecla “shift” pressionada, a velocidade de rolamento aumenta em dez vezes, facilitando ainda mais a navegação.
Graças à minha eterna mania de procurar defeitos, e à minha atração obsessiva por programação (o que às vezes eu procuro omitir de meu CV), acabei encontrando alguns patches e Live Sets que, penso eu, poderiam ter sido mais bem implementados. Felizmente, as funções de programação da Fantom G são bastante poderosas e oferecem inúmeras opções para montagem de sons ao nível de patch. Acrescente-se a isso a gigantesca lista de formas-de-onda e o excelente menu de efeitos, e temos, então, um punhado de facilidades capazes de agradar até mesmo os mais detalhistas.
É importante encontrar o som certo para cada parte, mas mesmo o mais persistente dos desbravadores de sons pode acabar se cansando quando forçado a peregrinar por centenas de patches. Mas o diretório de patches da Fantom G é tão amigável que me ajudou a preservar minha sanidade mental enquanto ouvia toda a sua lista de 1664 patches já instalados de fábrica; ele divide essa lista em 39 categorias, limitando o número de linhas exibidas na tela a algo em torno de 40. Mantendo a tecla “shift” pressionada, a velocidade de rolamento aumenta em dez vezes, facilitando ainda mais a navegação.
Graças à minha eterna mania de procurar defeitos, e à minha atração obsessiva por programação (o que às vezes eu procuro omitir de meu CV), acabei encontrando alguns patches e Live Sets que, penso eu, poderiam ter sido mais bem implementados. Felizmente, as funções de programação da Fantom G são bastante poderosas e oferecem inúmeras opções para montagem de sons ao nível de patch. Acrescente-se a isso a gigantesca lista de formas-de-onda e o excelente menu de efeitos, e temos, então, um punhado de facilidades capazes de agradar até mesmo os mais detalhistas.
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04 junho 2009
ROLAND FANTOM G (Parte 3)

Os Sons da Fantom G
Entre os sons maravilhosos que eu encontrei neste teclado estão os excelentes pianos elétricos Rhodes, as guitarras com cordas de nylon, os baixos, o lead com distorção e as guitarras rítmicas, além de alguns samples bastante espirituosos de jazz scat vocal-group e uma ampla gama de synth pads e baixos. Encontrei, também, muitos patches legais de piano acústico com três tipos de dinâmica, soando decentemente e muito bem multi-sampleados. Embora os pianos acústicos sejam ótimos para o rock, o pop e para a dance music (mas o que estou dizendo? – qualquer piano sampleado é bom para dance music!), os pianistas clássicos e de jazz dificilmente os aceitarão como substitutos satisfatórios para os instrumentos reais, especialmente num estúdio. São bastante adequados, entretanto, para pequenos recitais, ou para quando se quer praticar ou compor noite adentro.
Apesar da abundância de bons patches na seção de cordas, os samples de cordas orquestrais não exibem a mesma exuberância dos que Peter Siedlaczek preparou, ano passado, para a placa de expansão de sons orquestrais das séries JV, da Roland. Os naipes de metais são razoavelmente potentes, e os das madeiras (algumas das quais eu creio já ter visto nas antigas bibliotecas em CD-ROM da Roland) são apenas aceitáveis, longe de poderem competir em realismo com os das coleções especializadas em sons orquestrais. Uma lista exaustiva de rock convencional, pop, dance e percussão para jazz incluem alguns efeitos de percussão eletrônica incomuns e bastante quentes. Eu gostei muito do tabla set, mas senti falta de um pouco mais de percussão étnica.
Os teclados vintage oferecidos pela Fantom G (piano elétrico Wurlitzer e Hohner Clavinet) são muito bons, e os samples de órgão de tubos são soberbos. Já os patches Hammond formam um grupo pouco coeso – embora suficientemente realísticos, muitos apresentam drawbars em demasia, vibrato excessivo e o obrigatório Leslie em rotação máxima, resultando num som de gosto duvidoso. Eu preferiria os registros mais planos, mais comportados do Hammond, aqueles que usam menos drawbars e pouco ou nenhum vibrato - somente uns poucos dos que foram incluídos são assim. Com o que acabo de dizer, estou certo de que um monte de músicos deve estar achando que se deve demonizar os tradicionais patches Hammond dos anos 60, mais cortantes e estridentes (pense em Santana ou em “Smoke On The Water”). Em todo caso, é bom saber que este produto oferece samples de um Hammond/Leslie reais gravados tanto em baixa como em alta rotação. Mas um verdadeiro Leslie sempre soará melhor que um com a rotação emulada digitalmente num alto-falante.
Foram disponibilizados apenas dois slots de expansão. As notícias potencialmente ruins para os que possuem teclados Roland mais antigos é que toda aquela série de placas de expansão não é compatível com este modelo mais recente; a companhia, agora, tem investido na nova linha ARX que, no momento, oferece somente duas placas (ARX01 Drums e ARX02 Electric Pianos). Torçamos para que venham mais, começando por uma coleção “best-of-orchestral”!
Entre os sons maravilhosos que eu encontrei neste teclado estão os excelentes pianos elétricos Rhodes, as guitarras com cordas de nylon, os baixos, o lead com distorção e as guitarras rítmicas, além de alguns samples bastante espirituosos de jazz scat vocal-group e uma ampla gama de synth pads e baixos. Encontrei, também, muitos patches legais de piano acústico com três tipos de dinâmica, soando decentemente e muito bem multi-sampleados. Embora os pianos acústicos sejam ótimos para o rock, o pop e para a dance music (mas o que estou dizendo? – qualquer piano sampleado é bom para dance music!), os pianistas clássicos e de jazz dificilmente os aceitarão como substitutos satisfatórios para os instrumentos reais, especialmente num estúdio. São bastante adequados, entretanto, para pequenos recitais, ou para quando se quer praticar ou compor noite adentro.
Apesar da abundância de bons patches na seção de cordas, os samples de cordas orquestrais não exibem a mesma exuberância dos que Peter Siedlaczek preparou, ano passado, para a placa de expansão de sons orquestrais das séries JV, da Roland. Os naipes de metais são razoavelmente potentes, e os das madeiras (algumas das quais eu creio já ter visto nas antigas bibliotecas em CD-ROM da Roland) são apenas aceitáveis, longe de poderem competir em realismo com os das coleções especializadas em sons orquestrais. Uma lista exaustiva de rock convencional, pop, dance e percussão para jazz incluem alguns efeitos de percussão eletrônica incomuns e bastante quentes. Eu gostei muito do tabla set, mas senti falta de um pouco mais de percussão étnica.
Os teclados vintage oferecidos pela Fantom G (piano elétrico Wurlitzer e Hohner Clavinet) são muito bons, e os samples de órgão de tubos são soberbos. Já os patches Hammond formam um grupo pouco coeso – embora suficientemente realísticos, muitos apresentam drawbars em demasia, vibrato excessivo e o obrigatório Leslie em rotação máxima, resultando num som de gosto duvidoso. Eu preferiria os registros mais planos, mais comportados do Hammond, aqueles que usam menos drawbars e pouco ou nenhum vibrato - somente uns poucos dos que foram incluídos são assim. Com o que acabo de dizer, estou certo de que um monte de músicos deve estar achando que se deve demonizar os tradicionais patches Hammond dos anos 60, mais cortantes e estridentes (pense em Santana ou em “Smoke On The Water”). Em todo caso, é bom saber que este produto oferece samples de um Hammond/Leslie reais gravados tanto em baixa como em alta rotação. Mas um verdadeiro Leslie sempre soará melhor que um com a rotação emulada digitalmente num alto-falante.
Foram disponibilizados apenas dois slots de expansão. As notícias potencialmente ruins para os que possuem teclados Roland mais antigos é que toda aquela série de placas de expansão não é compatível com este modelo mais recente; a companhia, agora, tem investido na nova linha ARX que, no momento, oferece somente duas placas (ARX01 Drums e ARX02 Electric Pianos). Torçamos para que venham mais, começando por uma coleção “best-of-orchestral”!
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03 junho 2009
ROLAND FANTOM G (Parte 2)
Modos de Execução
Todo o som produzido pela Fantom G vem de seus 256MB de amostras de formas-de-onda. Ao duplicar o tamanho da ROM em relação à de seu predecessor, a Roland deu ao Fantom G melhores condições para competir com algumas das excelentes bibliotecas de samples existentes no mercado, ainda que a maioria delas já esteja, hoje em dia, com tamanhos no patamar dos multi-gigabytes (a propósito, quando será que os fabricantes de teclados se darão conta de que devem começar a instalar discos rígidos de alta capacidade em seus produtos?).Embora a maioria esmagadora das formas-de-onda disponíveis sejam mono, há multisamples estéreo de pianos acústicos, de órgãos Hammond com Leslie, harpsichord, octave pop brass, orchestral strings e brass unisons, além de seções de cordas, de violinos, de cellos, jazz vocals, kicks e snares. Os samples estéreo aparecem na waveform list como entidades separadas, sob os títulos “-L” e “-R”. Pode-se carregar rapidamente ambas, selecionando-se a forma-de-onda do canal esquerdo e, então, pressionando-se o botão “Set Stereo”, que vai automaticamente acrescentar os samples apropriados ao canal direito e administrar corretamente a mistura resultante. Tudo perfeito. A maior parte dos sons de pianos acústicos e elétricos foram sampleados com três dinâmicas diferentes. Estas três camadas são oferecidas como formas-de-onda separadas com as quais se pode criar novos velocity splits. Um patch Fantom G (que é o bloco básico para a construção de sons mais complexos) pode englobar quatro formas-de-onda estéreo, que, por sua vez, podem ser velocity-switched, layered ou keyboard split – um ótimo ponto de partida para os que pretendem programar os seus próprios sons.
Muitas das formas-de-onda são apresentadas em versões alternativas “A”, “B” e “C”; algumas dessas variantes soam muito parecidas entre si, porém, com um pouco mais de atenção, é possível perceber que há diferenças de tonalidade entre elas (resultantes, possivelmente, de diferentes posicionamentos dos microfones e/ou de equalização) e mapas de samples alternativos. Surpreendentemente, cada forma-de-onda de piano estéreo tem a sua versão mono, o que, para mim, representa um desperdício de espaço na ROM (uma explicação para isso talvez seja que esses dados em mono existam para contornar problemas de fase que podem surgir quando os samples estéreo são forçados a se misturar num único canal mono). A quantidade de formas-de-onda disponibilizadas pela Fantom G (são 2230) impressiona, e por isso fica difícil de dizer que a Roland estaria oferecendo poucas opções a seus usuários, mas alguns podem achar, mesmo assim, que ela talvez tivesse agido melhor se tivesse sacrificado essas sutis variações de tonalidade em proveito de um número ainda maior de samples estéreo.
Na hierarquia das workstations Fantom G, o degrau seguinte ao do single patch é o do “Live Set”, uma configuração multi-tímbrica contendo até oito patches, cada um podendo ser configurado para um dos canais MIDI (obs: o modo “Omni” não é permitido). O “Live Set” também tem 16 slots “externos”, correspondendo aos canais MIDI de 1 a 16, aos quais se pode enviar sinais de “program change” e configurações de volume/pan. Quando uma “Live Set” está selecionada, estas configurações são transmitidas, através da interface MIDI, para os módulos de som externos, o que faz da Fantom G um teclado master ideal. Com 16 slots de som multi-tímbrico, o “Studio Set” representa o mais alto nível de produção sonora e é projetado para uso em conjunto com o sequenciador.Um inconveniente menor que eu observei é que, quando se alterna de um single patch para o live mode e, depois, de volta para o single patch, o teclado acaba selecionando automaticamente o primeiro preset patch. Será que os projetistas da Roland terão corrigido este problema num próximo upgrade? Um recurso novo que eu considero realmente importante é que, quando se muda de patch durante uma performance, o som não é afetado, ou seja, não há nenhum ruído nem queda momentânea no volume – o som permanece perfeitamente suave e musical, com seus decays e reverbs intactos. Por muitos anos, esperei que alguém conseguisse resolver esta questão, e eu saúdo a Roland por tê-lo feito.
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Abaixo, um vídeo demonstrativo desta workstation:
02 junho 2009
ROLAND FANTOM G (Parte 1)
Nos próximos dias, falarei sobre a linha G de workstations FANTOM, da ROLAND.
Fantom workstation, da Roland, chega à sua quarta geração com a linha “G”.
(Vejamos, então, o que este bisneto da família Fantom tem a nos oferecer...)
Uma workstation é o canivete suíço sonoro de todo músico moderno: pode-se tocá-lo numa apresentação, e depois levá-lo para casa para produzir uma canção pop, uma dance music ou mesmo uma trilha sonora para a TV. As primeiras workstations (lideradas pelo legendário Korg M1) se parecem mais, hoje em dia, com meros sintetizadores envenenados pela adição de um sequencer, mas elas evoluíram, nos últimos 20 anos, para algo muito mais sofisticado do que isso, e não merecem mais ser tratadas apenas como teclados sofisticados, mas também como mini-estúdios completos, que oferecem gravação de áudio em múltiplas trilhas, sequenciamento MIDI, programação rítmica, multisampling, efeitos com qualidade de estúdio e controles para mixdown.A Fantom G representa a quarta geração de workstations Fantom. A Roland lançou o seu primeiro Fantom, o FA76, em 2001. De lá para cá, ela o aperfeiçoou com novas especificações a cada novo modelo. Uma vez que boa parte da funcionalidade deste Fantom G foi herdada de seus antecessores, e que simplesmente não existe espaço aqui para falar de todos eles, disponibilizo (em um próximo post) um quadro intitulado “O Retorno do Fantom”, onde eu apresento uma visão geral desta família, além de links para avaliações feitas em edições passadas da SOS. A nova linha vem em três tamanhos: G6 (61 teclas), G7 (76 teclas) e G8 (88 teclas pesadas – imitando a ação das teclas de um piano acústico). Os três tamanhos têm o mesmo gerador de sons e as mesmas especificações, diferindo apenas no teclado, quanto ao número e tipo de ação das teclas. Cedendo aos meus instintos mais nobres, eu usei um G8 para esta análise.
Força “G”
Minha primeira impressão ao ligar o Fantom G8 foi a de que eu estava ligando um aparelho de televisão – de fato, por pouco não saí procurando pelo controle remoto para sintonizar em alguma partida de futebol. Sua tela LCD de 8,5 polegadas, com 800 x 480 pixels coloridos sobre fundo preto, é consideravelmente maior que as dos modelos anteriores da série Fantom, e uma das maiores que eu já vi para uma workstation. Considerando-se que uma tela assim precisa, quase sempre, exibir um monte de funções e parâmetros ao mesmo tempo, é legal que estejamos finalmente diante de uma tela grande o suficiente para mostrar tudo de forma legível, sem que tenhamos que nos valer de uma lupa.Os oito controles deslizantes à esquerda da tela são uma outra inovação muito benvinda – elas executam diversas funções (entre as quais, a mais óbvia seria o ajuste dos níveis de mixagem), e são de manejo suave e preciso, assim como os cinco botões giratórios. Há, também, uma grande roda prateada, convenientemente circundada por um controle de cursor de quatro direções, que torna a navegação pelo menu mais fácil e intuitiva. Os tecladistas apreciarão estes controles elegantes e bem colocados, enquanto os que preferirem uma abordagem mais próxima da de um computador poderão, em vez de usar essa roda, conectar um mouse numa de suas duas portas USB e usá-lo para navegar pela tela e alterar configurações. No entanto, ainda será necessário usar os demais controles do painel frontal para acessar os diferentes modos de operação.
O editor de software do teclado permite que o usuário edite todos os parâmetros no seu próprio computador caseiro (obs: o gerador de sons não existe ainda como um plug-in separado). As transferências de áudio e de samples são feitas através de um dispositivo de memória USB, que, no entanto, deverá ser formatado para uso exclusivo com o Fantom. As conexões do painel traseiro incluem MIDI e uma ampla gama de entradas e saídas analógicas e digitais S/PDIF. Há, também, uma nova entrada combinando jack e XLR em um "tudo-em-um", com fonte fantasma opcional para microfones, uma chave high-Z e seu próprio mini-controle de nível de line input.
Depois de me afastar da sala por um instante, surpreendi-me, ao retornar, com o Fantom G8 exibindo um protetor de tela – no caso, um loop de animação em 3D. De fato, com uma tela colorida quase tão grande quanto a de um laptop, mais essa animação gráfica, as conexões USB e a interface para mouse, parece ser somente uma questão de tempo até que as workstations musicais se tornem compatíveis com a Internet. Quem sabe, em sua próxima geração, esses produtos não sigam o caminho trilhado pela companhia americana Open Labs e não se transformem em computadores completos, equipados, inclusive, com um keypad como alternativa ao teclado!
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01 junho 2009
ROLAND VP-770 VOCAL & ENSEMBLE KEYBOARD
Infinitas Possibilidades Vocais para os gêneros Pop, Worship, R&B, Hip Hop e Dance.
Hoje falarei sobre o VP-770 Vocal & Ensemble Keyboard, lançado recentemente pela Roland. Ele oferece novíssimos efeitos vocais e sons orquestrais de alta qualidade, baseados em sua exclusiva tecnologia SuperNATURAL™.
Sobre o seu visual, chamo a atenção para a combinação de metal e madeira maciça usada em seu gabinete. A sua interface é bastante avançada, e os sons onboard são bastante expressivos, ideais para um grande número de gêneros musicais. Ele vem com um microfone de alta-qualidade, do tipo headset, que serve para transmitir a voz do músico ao teclado. Um bom pré-amplificador onboard garante a qualidade dessa transmissão.
O VP-770 é ideal tanto para músicos que tocam sozinhos como para os que tocam em pequenos grupos, e também para aqueles que necessitam de um backing chorus interativo, em tempo real. Compositores de música para filmes e para TV, em especial aqueles que sofrem com os prazos de entrega, quase sempre muito apertados, terão a produtividade aumentada com o VP-770, podendo gerar arranjos vocais, de cordas e de metais altamente impactantes. As igrejas que precisam de um coral (ou as que já tem um coral mas gostariam de aumentá-lo “artificialmente”) também serão grandemente beneficiadas com este produto.
O VP-770 também vem equipado com modelagem vocoder de alta-resolução, que pode ser usada para gerar efeitos vocais bastante originais, ótimos para dance music, pop, R&B e hip-hop, e sem os transtornos e despesas envolvidas com o uso de um vocoder ou processador separados.
Estas são mais algumas fotos do produto (clique nelas para vê-las aumentadas):
Hoje falarei sobre o VP-770 Vocal & Ensemble Keyboard, lançado recentemente pela Roland. Ele oferece novíssimos efeitos vocais e sons orquestrais de alta qualidade, baseados em sua exclusiva tecnologia SuperNATURAL™.Sobre o seu visual, chamo a atenção para a combinação de metal e madeira maciça usada em seu gabinete. A sua interface é bastante avançada, e os sons onboard são bastante expressivos, ideais para um grande número de gêneros musicais. Ele vem com um microfone de alta-qualidade, do tipo headset, que serve para transmitir a voz do músico ao teclado. Um bom pré-amplificador onboard garante a qualidade dessa transmissão.
O VP-770 é ideal tanto para músicos que tocam sozinhos como para os que tocam em pequenos grupos, e também para aqueles que necessitam de um backing chorus interativo, em tempo real. Compositores de música para filmes e para TV, em especial aqueles que sofrem com os prazos de entrega, quase sempre muito apertados, terão a produtividade aumentada com o VP-770, podendo gerar arranjos vocais, de cordas e de metais altamente impactantes. As igrejas que precisam de um coral (ou as que já tem um coral mas gostariam de aumentá-lo “artificialmente”) também serão grandemente beneficiadas com este produto.
O VP-770 também vem equipado com modelagem vocoder de alta-resolução, que pode ser usada para gerar efeitos vocais bastante originais, ótimos para dance music, pop, R&B e hip-hop, e sem os transtornos e despesas envolvidas com o uso de um vocoder ou processador separados.
Estas são mais algumas fotos do produto (clique nelas para vê-las aumentadas):

Há, também, dois vídeos bastante interessantes em que se pode ter uma idéia mais concreta de tudo o que disse acima. Divirtam-se.
31 maio 2009
Kurzweil SP88 Stage Piano
O Kurzweil SP88 é apenas um dos modelos da nova série de pianos de palco da Kurzweil. Enquanto o modelo em foco neste artigo tem 88 teclas semi-pesadas, há versões deste mesmo teclado com 76 teclas semi-pesadas e com 88 teclas pesadas. O SP88 tem todas as características usuais de um piano de palco, ou seja, portabilidade, um estojo para transporte, e um conjunto de vozes limitado às que são frequentemente usadas em performances.Ele não possui um amplificador embutido, já que o seu projeto prevê o uso em palco, com amplificadores externos. Quanto às vozes pré-gravadas, há 32 delas, o que, na verdade, é mais que o suficiente para um piano desse tipo.
Dessas 32 vozes, 6 contêm sons de pianos reais, que muitos experts relatam como sendo de excepcional realismo. Um cliente questionou o fato de não se poder editar as vozes, mas admitiu, ao menos, que as que estão disponíveis já seriam um bom começo. A única crítica negativa com relação a essas vozes sugeria que os seus sons, embora perfeitos para pianos elétricos, cordas e harpas, eram um tanto quanto brilhantes demais para um piano acústico de cauda.
Isto é surpreendente, uma vez que a Kurzweil é famosa justamente por seus soberbos sons realísticos de pianos de cauda. No entanto, este é um detalhe que você deveria avaliar por conta própria antes de comprar um SP88, principalmente se você pretende usá-lo para performances de solo. Ou seja, o SP88 talvez seja mais indicado aos pianistas que procuram por um piano de palco mais simples e objetivo.
Tanto na aparência quanto na funcionalidade, ele é muito menos complicado que muitos de seus contemporâneos, e os controles, além de econômicos na quantidade, são intuitivos e fáceis de manejar. Embora o SP88 seja um teclado MIDI, inclusive com tomadas para MIDI In/Out, ele só é capaz de receber sinais em um único canal MIDI, e, portanto, não é multi-timbre.
Ele também oferece 9 efeitos pré-configurados, 8 tipos de reverberação e um chorus, além de polifonia de 32 notas. O SP88 custa por volta de $700, mas se você precisa economizar e está disposto a possuir um teclado menor e menos poderoso, pode adquirir o SP76, que está à venda por cerca de $600. Se você quer evoluir para um SP88X, com teclas pesadas, terá que pagar qualquer coisa na faixa de $900; é uma despesa extra, sim, mas que pode valer a pena se o que você quer é ter um instrumento que lhe faça sentir o toque e a sonoridade de um piano acústico de verdade.
O vídeo abaixo contem uma demonstração do Kurzweil SP88 Stage Piano:
30 maio 2009
Korg Triton Extreme 88-Key Synthesizer
Obs: Este post contem a tradução da análise feita por Dan Maynard, para a Piano Keyboard Reviews, do sintetizador com teclado de 88 teclas Triton Extreme, da Korg.
O Korg Triton Extreme 88-Key Synthesizer tem funções tanto para sampling como para composição, e não é, definitivamente, para quem pretende simplesmente adquirir um substituto para o piano. Com cinco vezes mais memória que o modelo Triton tradicional, ele tem capacidada para armazenar até 1334 presets.O sintetizador Korg Triton Extreme 88-Key disponibiliza uma enorme quantidade de sample voices, incluindo os populares Trance Attack, Orchestral Collection, Dance Extreme e Studio Essentials. O sequenciador de 16 bits usa o exclusivo Korg Open Sampling System, e apresenta o In Track Sampling, com o qual se pode samplear áudio diretamente no sequenciador enquanto ele toca.
Uma polifonia de 120 notas garante ao músico a tranquilidade de que nenhuma nota será abortada, mesmo nas passagens musicais mais densas, e as 200 canções (e 200.000 notas) à sua escolha fazem desta estação de trabalho a realização dos sonhos de qualquer compositor. A função Realtime Pattern / Play Recording (RPPR) também tem feito muito sucesso entre os seus usuários.
Devido ao preço pelo qual é vendido (em torno de $2300), é natural que se olhe também para as versões do Triton Extreme com 76 ou 61 teclas. Estes custam $1900 e $1600, respectivamente, e suas teclas vêm com synth action, resposta variável de velocity e aftertouch. No entanto, o modelo com 88 teclas vale o investimento extra devido ao seu teclado com Real Weighted Hammer Action II (teclado com mecanismo que reproduz a ação e o peso das teclas do piano), exclusivo da Korg, que proporciona a sensação de um piano acústico.Mas há certas questões que vêm sendo suscitadas em outras análises a respeito desta estação de trabalho. A principal delas é que a RAM onboard só permite cerca de dois minutos de sequências mono, e ainda menos de sequências stereo. A RAM pode ser expandida para até 96 MB, mas isto é, ainda, insuficiente para o tipo ambicioso de composição para o qual esta estação foi projetada. Um outro problema são as ligeiras interrupções que ocorrem no som quando se mudam programas e combinações, particularmente quando se está usando IFX e MFX (apesar de o testador ter relatado que os mesmos eram inaudíveis no meio das outras partes que se está tocando).
CONCLUSÃO
Este Korg Triton é, definitivamente, uma estação de trabalho para os que procuram uma enorme variedade de funções de sampling e gravação que os ajudem a criar composições complexas. O azul sóbrio de seu gabinete é fantástico para performances ao vivo, ou mesmo num estúdio, e o mecanismo exclusivo de ação do teclado de 88 teclas faz valer o investimento extra.
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