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16 janeiro 2011
Cartoons sobre Música
Eu já havia noticiado aqui sobre uma sinfonia baseada no Super-Homem. Música erudita composta a partir de um herói dos quadrinhos é coisa rara. Bem mais comum é o caminho inverso, isto é, o uso que se faz de músicas do repertório clássico nos desenhos animados. Tanto que não foi difícil montar uma pequena seleção de cartoons em que a Música é tão protagonista quanto os personagens principais. Os primeiros desta seleção eu considero dos mais divertidos a que eu já assisti: são dois do Pernalonga e dois do Tom e Jerry (o primeiro dos quais recebeu o Oscar de Melhor Cartoon de 1946). Temos, depois, trechos de “Allegro Non Troppo” – uma obra-prima de Bruno Bozzetto que, aqui no Brasil, foi exibido nos cinemas com o título “Música e Fantasia” (uma alusão ao fato de que se trata de uma paródia ao clássico “Fantasia”, de Walt Disney). No final, acrescento três cartoons bem antigos: dois do Mickey (1929 e 1931) e um de 1932, com uma dupla chamada “Tom and Jerry”, oito anos antes de se transformarem, pelas mãos de William Hanna e Joseph Barbera, no gato e no rato que todos nós conhecemos hoje em dia.
07 dezembro 2010
Epic Mickey - Compositores encaram novos desafios nos videogames
Para quem não se lembra (ou nunca foi muito fã de videogames), Pac-Man foi um dos jogos de maior sucesso na década de 1980. O objetivo dele era simples: comer todos os pontinhos ao longo de um labirinto, tomando cuidado para não ser ele próprio comido por fantasmas que o perseguem. A música do jogo também não era nada complexa. Hoje em dia, no entanto, a partitura da trilha sonora de um videogame é fator tão importante para o sucesso quanto o seu próprio enredo e a aparência gráfica.
Peguemos, por exemplo, a trilha sonora do novo videogame da Disney, o "Epic Mickey", que acabou de ser lançado pela Nintendo Wii. A sua música foi composta por Jim Dooley, que já havia trabalhado para alguns dos principais projetos da TV e do cinema ao longo dos últimos dez anos. Dooley nos contou que os modernos videogames oferecem desafios novos e interessantes aos compositores atuais.
"Não sabemos se o game será jogado por 20, 30 ou 40 horas", disse ele. "E isso faz uma diferença enorme. Fazer com que a música induza o jogador a experimentar emoções reais é o que torna essa tarefa mais desafiadora".
Os desenvolvedores do Epic Mickey queriam que a música se ajustasse às ações do herói do jogo, Mickey Mouse. Quando Mickey tivesse um bom comportamento, cumprindo missões e ajudando pessoas, a música deveria se tornar mais mágica e heróica.
"Ouve-se uma música bem mais brilhante, com predominância de instrumentos como flautas e oboés", diz Dooley.
A música se transforma quando Mickey fica mais pernicioso e destrutivo.
"Aí, ouve-se mais a clarineta baixo e os fagotes", diz Dooley. "Provavelmente, a parte mais difícil dessa tarefa é fazer com que a música flua com naturalidade, adaptando-se ao estilo do jogo".
Dooley fez um estudo detalhado do game antes de começar a compor. A Disney lhe deu acesso aos seus arquivos, nos quais ele encontrou um verdadeiro tesouro escondido, entre gravações que jamais foram publicadas, registros de ensaios e partituras orquestrais completas.
"Simplesmente ouvir aquelas músicas não dá uma idéia exata do nível de talento envolvido. Por isso foi tão empolgante ter visto as suas partituras".
Os vídeos abaixo contém, respectivamente, uma amostra da música de Epic Mickey e um trailer do game:
(fonte: npr)
03 dezembro 2010
Walt Disney Concert Hall - Gustavo Dudamel e a Filarmônica de Los Angeles
Outro dia, comentei aqui sobre um evento que acontece todos os anos no Walt Disney Concert Hall, em que um filme mudo é exibido com o acompanhamento de músicas tocadas ao vivo no órgão de tubos do próprio auditório. Trata-se, sem dúvidas, de uma idéia genial. O organista, como se viu, é um espetáculo à parte.
Essa notícia, no entanto, me chamou a atenção para um dado interessante: vira e mexe, estamos vendo o nome de Disney associado à música. Disney construiu um império a partir de seus desenhos animados, mas é curioso perceber como ele sempre achava um jeito de falar de música. Parecia uma fixação. Um de seus filmes mais famosos é Fantasia, sobre o qual já falei rapidamente aqui, e é todo ele montado sobre uma brilhante seleção de peças do repertório clássico. Pedro e o Lobo é outro de seus filmes que segue a mesma filosofia – sua história é baseada na música homônima de Sergei Prokofiev. Mas não é só nos filmes, não, que se vê a influência da música na obra de Disney: quem já visitou os seus parques temáticos sabe o quanto a música é importante em todos eles. Nada mais natural, portanto, que a sua principal sala de espetáculos, a Walt Disney Concert Hall, seja a atual sede da Filarmônica de Los Angeles (LAPHIL).
Recentemente, o tradicional regente da LAPHIL Esa-Pekka Salonen (que lá estave por 17 anos) foi substituído por um dos mais talentosos nomes da atualidade: Gustavo Dudamel. Nascido na Venezuela, ele só tem 28 anos (o que parece ser bem pouco para a profissão), mas não é um novato: já aos 18 regia a Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, a orquestra nacional de jovens da Venezuela. Em 2004, ganhou um importante prêmio internacional de regência (Gustav Mahler Conducting Prize). Depois disso, começou a reger importantes orquestras em outros países, como a Orquestra Sinfônica de Chicago, a Orquestra Filarmônica de Israel e a Orquestra Sinfônica de Gotemburgo (Suécia), para a qual trabalha até hoje. Em 2005, assinou contrato com a Deutsche Grammophon. Clique aqui para ouvir uma pequena amostra de seu talento, numa gravação do Quarto Movimento da Sétima Sinfonia de Beethoven.
(fonte: npr)
Essa notícia, no entanto, me chamou a atenção para um dado interessante: vira e mexe, estamos vendo o nome de Disney associado à música. Disney construiu um império a partir de seus desenhos animados, mas é curioso perceber como ele sempre achava um jeito de falar de música. Parecia uma fixação. Um de seus filmes mais famosos é Fantasia, sobre o qual já falei rapidamente aqui, e é todo ele montado sobre uma brilhante seleção de peças do repertório clássico. Pedro e o Lobo é outro de seus filmes que segue a mesma filosofia – sua história é baseada na música homônima de Sergei Prokofiev. Mas não é só nos filmes, não, que se vê a influência da música na obra de Disney: quem já visitou os seus parques temáticos sabe o quanto a música é importante em todos eles. Nada mais natural, portanto, que a sua principal sala de espetáculos, a Walt Disney Concert Hall, seja a atual sede da Filarmônica de Los Angeles (LAPHIL).
Recentemente, o tradicional regente da LAPHIL Esa-Pekka Salonen (que lá estave por 17 anos) foi substituído por um dos mais talentosos nomes da atualidade: Gustavo Dudamel. Nascido na Venezuela, ele só tem 28 anos (o que parece ser bem pouco para a profissão), mas não é um novato: já aos 18 regia a Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, a orquestra nacional de jovens da Venezuela. Em 2004, ganhou um importante prêmio internacional de regência (Gustav Mahler Conducting Prize). Depois disso, começou a reger importantes orquestras em outros países, como a Orquestra Sinfônica de Chicago, a Orquestra Filarmônica de Israel e a Orquestra Sinfônica de Gotemburgo (Suécia), para a qual trabalha até hoje. Em 2005, assinou contrato com a Deutsche Grammophon. Clique aqui para ouvir uma pequena amostra de seu talento, numa gravação do Quarto Movimento da Sétima Sinfonia de Beethoven.
(fonte: npr)
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