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11 dezembro 2010

Show do Yes no HSBC Brasil - Como foi

Este post é uma espécie de consequência natural do meu artigo anterior sobre o show do Yes no HSBC Brasil. Já foram postadas dezenas vídeos no YouTube com trechos deste show, ocorrido no dia 28 de novembro último. Todos merecem ser assistidos, mas esses são alguns dos que eu gostei mais:

Olha só o que foi essa apresentação solo de Steve Howe:


E esse solo de Alan White:


Um vídeo um pouco mais completo, em que se pode apreciar melhor as performances dos outros integrantes da banda - o Oliver Wakeman, com seus "golden tresses shining in the air", tem um visual parecido com o que o pai tinha no auge da fama; já o Chris Squire e sua vistosa cabeleira grisalha parece inspirar-se na figura austera de Johann Sebastian Bach (que costumava ser retratado de peruca); e o vocalista Benoit David, héim? Que voz interessante, não? Lembra bastante o timbre e o estilo de Jon Anderson - o que ajuda a minimizar a falta que o mesmo faz a esse grupo:


Partituras de Rick Wakeman




Disponibilizei, na minha página de DOWNLOADS, as partituras dos três mais importantes álbuns da carreira de Rick Wakeman: "The Six Wives of Henry VIII", "Journey to the Centre of the Earth" e "Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table".


(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)





Wakemaniacs - Alex Bessa

Num post anterior, falei sobre a “Wakemania” – e, mais especificamente, sobre o “Wakemaniacs”, um projeto desenvolvido por Allex Bessa, Luciano Januzzi e Fernando Faustino.

Dos três, Bessa é, talvez, o mais “wakemaníaco” (muitos o consideram o “Rick Wakeman brasileiro”) - não por acaso, é ele quem toca o mini-Moog no vídeo em que eles interpretam o “Journey to the Centre of the Earth”, de Wakeman.



Essa é a sua autobiografia, extraída de seu site:

Músico auto didata, Pianista, tecladista, produtor e arranjador, se profissinalizou músico aos 16 anos nos principais palcos do litoral Santista.

Criou junto com Maristella Bessa o grupo Nascente que foi aclamado pela crítica e mída do litoral santista como revelação musical nos anos 80. Mudando para São Paulo aos 21 anos começou a produzir discos para as gravadoras RGE, Velas, Atração e Continental East West. Gravou também para muitas outras gravadoras como Sony, Universal, Continental , RCA entre muitas outras.

Tocou com artistas e bandas como O Terço, Sergio Dias, Rita Lee, além de ter dividido os palcos com outros grandes artitas da nossa MPB como Daniel Gonzaga, Alaíde Costa, Cauby Peixoto, Jobam, Romulo Arantes, entre outros.

Suas influências musicais vão dos clássicos ao rock progressivo de Rick Wakeman, Yes, Emerson Lake & Palmer e essas influências o ajudaram muito a criar trilhas para cinema, rádio e TV em peças publicitárias para Varig, Pringles , Bank Boston, Microsoft, ABES Visconti ( com Xuxa ), Banco Panamericano e muitas mais. Criou trilhas para CDs de demonstração de sintetizadores para a Roland Brasil. Muito comparado ao tecladista britânico Rick Wakeman , Allex remontou um tributo à banda YES com o fundador desse tributo Aru Jr. em 1995, a Yessongs Band.

Em 1998 criou uma parceria com o produtor e diretor de cinema Mario Kuperman gravando a trilogia dos Rios e Os Tropeiros. Em 2001 conheceu Haruo Hayashida com o qual iniciou a idéia de criar um órgão profissional e portátil com drawbars e recursos vintages. Idéia essa que resultou no aclamado Tokai TX-5 DSPlus e Classic que agora são exportados com o novo nome Ventura.

Em 2005 produziu e colaborou com suas composições e de Maristella Bessa a gravação do CD e DVD Tarkus Ao Vivo em Niterói que recebeu mundialmente críticas positivas. Atualmente toca com a Banda Do Sol e gravou o novo CD Tempo com a participação e mixagem de Billy Sherwood ( YES ), e com a Classic Machine, banda que resgata grandes sucessos do Rockn Roll.

Bessa na Spalla, tocando "Catherine Parr" (num órgão Tokai) - é ou não é o nosso Rick Wakeman?






10 dezembro 2010

Wakemaniacs – um tributo a Rick Wakeman




Mostrei aqui, outro dia mesmo, a fantástica Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo interpretando “Guinevere”, de Rick Wakeman. Na onda da “Wakemania”, chegou a vez de mostrar o Wakemaniacs - Luciano Januzzi (teclados e lead vocal), Allex Bessa (teclados e backing vocal) e Fernando Faustino (bateria e backing vocal). Pretendo escrever um pouco mais detalhadamente sobre o trabalho deles (e sobre o próprio Rick Wakeman) num outro post. Por enquanto, basta que apreciem o vídeo abaixo:






26 novembro 2010

Sala São Paulo – Concertos Gratuitos (Banda Jovem do Estado)

Banda Jovem do Estado, Prokofiev, Rick Wakeman, Walt Disney... O que todos eles têm em comum?

Quando soube qual era o programa da série Concertos Matinais desse próximo domingo (dia 28 de novembro, às 11 da manhã, na Sala São Paulo), e qual era a orquestra que iria tocá-lo, senti-me compelido a escrever algo a respeito. É que eu sou grande admirador do trabalho que a Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo vem fazendo. Considero-os simplesmente sensacionais. E vocês entenderão o porquê quando assistirem ao mesmo vídeo através do qual eu os conheci:



O vídeo acima foi postado no YouTube por Roberto Lopes Teixeira. Roberto declara-se fã de rock progressivo (principalmente Rick Wakeman, Yes, Genesis, ELP, etc.), e, por ter ficado tão ou mais impressionado do que eu com a qualidade artística dessa Banda Jovem, resolveu divulgá-la. Fez muito bem.

Mas, no programa deste domingo, a Banda Jovem do Estado não tocará nenhum clássico do rock, e sim obras de Sergei Prokofiev. Mas, quem é, afinal, esse tal de Prokofiev?

A obra mais conhecida de Sergei Prokofiev é, de longe, a música que ele fez em 1936 para a história de "Pedro e o Lobo" (imortalizada, depois, num desenho animado de Walt Disney). É fruto de uma encomenda que as autoridades culturais de Moscou lhe fizeram, com o intuito de desenvolver o gosto pela música clássica em todas as crianças na idade escolar. O vídeo abaixo é da animação que Disney fez para “Pedro e o Lobo”, integralmente montada a partir da obra homônima de Prokofiev:



Ah, eu esqueci de dizer que, além de amante da Música, sou cinéfilo. E isso tem tudo a ver com Prokofiev. Alexander Nevsky, por exemplo (que será tocada neste domingo), é uma cantata composta em 1938 especialmente para um filme de Sergei Eisenstein. No vídeo abaixo, pode-se ouvir o início dessa cantata ao mesmo tempo em que imagens desse filme são exibidas. Serve como prévia do que se ouvirá na Sala São Paulo:



Yes – The Gates of Delirium




Não deve ser mais segredo para ninguém que eu aprecio tanto uma boa música erudita como um bom rock progressivo. De fato, Bach, Beethoven, Mozart, Brahms, Wagner, Yes, Rick Wakeman, etc. estão todos na minha lista. Gosto também de muitos outros gêneros (afinal, o que me atrai mesmo é a boa música), mas tenho uma certa queda pelo erudito e pelo progressivo. Para mim, há uma ligação estreita entre os dois. Portanto, estarei sempre falando alguma coisa deles.

Pois bem. Voltando àquele meu post sobre o show do Yes no HSBC Brasil, vejam só que coisa sensacional é este comentário de herper64 no YouTube sobre um dos vídeos que eu havia selecionado (e que repito neste artigo), o The Gates of Delirium:

“Adoro a forma como o Yes usa os acordes para criar climas e transmitir emoções. Por exemplo, ouçam o trecho que começa em 3:49, onde eles usam uma substituição do trítono, isto é, de Si bemol para Mi natural, em cima de um Lá no baixo; também em 7:54, onde eles começam em Lá menor e modulam através de Ré menor para Sol menor, resolvendo com a volta ao Lá menor. Nesse ponto, Jon reinicia o vocal, e então eles modulam para o relativo maior de Dó; em 9:58 eles vão para um paralelo menor, Fmin/C, Eb/C, Cb/C, Cmin, Fmin/C, Abmin/Bb, Cmin, Fmin/C, Ebmin/C, CMaj.”

É por isso que eu aprecio tanto esse tipo de música. Ela nos permite diversos níveis de abordagem – desde a mais superficial até a mais técnica. Só por isso, resolvi republicar aqui o vídeo de Gates of Delirium, do Yes. Sugiro que ouçam a música relendo o comentário do herper64:



A seguir, a letra do trecho cantado por Jon Anderson (a partir de 6'07''):

Soon, oh soon the light
Pass within and soothe this endless night
And wait here for you
Our reason to be here


Soon, oh soon the time
All we move to gain will reach and calm
Our heart is open
Our reason to be here


Long ago, set into rhyme


Soon, oh soon the light
Ours to shape for all time, ours the right
The sun will lead us
Our reason to be here


Soon, oh soon the light
Ours to shape for all time, ours the right
The sun will lead us
Our reason to be here




24 novembro 2010

Show do Yes no HSBC Brasil

(Atenção: escrevi um artigo DEPOIS do show, intitulado Show do Yes no HSBC Brasil - Como foi)

Só para lembrar aos que moram em São Paulo e adjacências: domingo, dia 28 de novembro, é dia de assistir ao mega-show do Yes, no HSBC Brasil.

Para quem não conhece, trata-se de uma banda de rock progressivo dos anos 70, e uma das mais importantes de todos os tempos. Mas vale aqui uma pequena observação sobre o show: o site do HSBC resolveu destacar o fato de que, dos músicos que virão ao Brasil (Benoit David, Steve Howe, Chris Squire, Oliver Wakeman e Alan White), somente Squire pertence à formação original da banda. Ok, ele foi um dos fundadores do grupo, mas eu, pessoalmente, prefiro menos a formação original do que a que gravou, por exemplo, o álbum Fragile, de 1971 - Jon Anderson (vocal), Steve Howe (guitarra), Chris Squire (baixo), Rick Wakeman (teclados) e Bill Bruford (bateria) – e na formação que se apresentará em São Paulo há ao menos dois desses integrantes: Howe e Squire. Mas eu incluiria aí nessa lista, também, o baterista Alan White, já que ele é “Yesista” de longa data, tendo substituído Bruford já em 1972, logo após a gravação de Fragile. E (por que não?) Oliver Wakeman, filho do "mago dos teclados" - nunca ouvi nada de Oliver, mas se a Genética estiver certa e ele tocar a metade do que o pai toca, já terá valido a pena. Só lamento mesmo é a ausência de Jon Anderson, cuja voz “angelical” eu considero uma das marcas registradas (senão a principal) do Yes. Em seu lugar, quem canta é Benoit David, ex-vocalista do Mistery.

Selecionei três vídeos bastante representativos do grupo. O primeiro é de uma apresentação ao vivo de “Roundabout” (faixa mais conhecida do álbum "Fragile", cuja capa está no alto deste post), música em que se destacam o solo de violão acústico de Howe, a participação de Anderson no vocal, e a presença de ninguém menos que o próprio Rick Wakeman ao piano. Espetacular. O segundo é o clipe original de “Owner of a Lonely Heart” - grande sucesso comercial de 1984. O terceiro é um trecho de "The Gates of Delirium", que vale tanto pela sonoridade (bastante típica desse grupo) quanto pelas belas imagens surrealistas - ao estilo das que eram usadas para ilustrar os álbuns desta e de outras bandas de rock progressivo da época. Minha parte preferida é a que começa aos 5'07'' - uma bela melodia introduzida pela guitarra e, depois, cantada "angelicalmente" por Jon Anderson. Assistam:








22 novembro 2010

Jon Anderson na HDNet




O vídeo abaixo é uma prévia do programa que a HDNet (canal de televisão americano) transmitirá domingo que vem, com uma apresentação de Jon Anderson (o eterno vocalista e um dos fundadores do grupo de rock progressivo Yes) acompanhado pela Orquestra Jovem Contemporânea de Cleveland, intepretando, entre outras músicas, “State of Independence” – composta e gravada originalmente por Jon e Vangelis para o álbum "The Friends of Mr.Cairo", de 1981.

Coincidência:
No mesmo dia, o Yes estará se apresentando no HSBC Brasil , em São Paulo. O atual vocalista do grupo é Benoit David, ex-integrante de outro grupo de rock progressivo - o Mistery (Jon havia sido convidado em 2008 para fazer parte desta nova formação do Yes, mas não pode aceitar por problemas de saúde). O atual tecladista é Oliver Wakeman, filho de Rick Wakeman. A propósito, Rick e Jon (que fizeram parte, ao lado de Steve Howe, Chris Squire e Bill Bruford, da formação mais "clássica" do Yes) têm se apresentado juntos em excursão pela Inglaterra com o show "Anderson Wakeman Project 360".






17 novembro 2010

Gentle Giant

Gentle Giant é um grupo de rock progressivo da Grã-Bretanha. Um dia, eu volto aqui para falar mais deles (pretendo fazer uma série sobre rock progressivo, e este grupo está entre os mais representativos daquele movimento).

Só para não passar em branco, ouçam “Moog Fugue”: