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14 janeiro 2011

Scott Joplin - Heliotrope Bouquet, ragtime piano solo




O vídeo abaixo é mais um exemplo de visualização musical obtido com o programa Musanim, desenvolvido por Stephen Malinowski. Dessa vez, escolheu-se uma obra de Scott Joplin - Heliotrope Bouquet. Neste site, você encontrará a partitura e outros dados sobre essa obra e seu compositor.

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)






29 novembro 2010

Tárrega – Partituras para Violão

Trago hoje algumas obras de Francisco Tárrega, compositor espanhol do século XIX, dos mais importantes para o desenvolvimento da técnica e repertório violonísticos (observem na foto o posicionamento de sua mão direita, em ângulo reto - Tárrega foi o introdutor dessa postura).

São três partituras, uma tablatura, três vídeos e duas curiosidades.

Vamos às obras:

Partitura de “Recuerdos de la Alhambra” (parte do violão)

Partitura de “Reverie”, de Schumann (transcrição de Francisco Tárrega para o violão)

Partitura da "Gran Vals"

Sugiro, também, um site com a tablatura de “Recuerdos de la Alhambra”.

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)

Ouçamos duas de suas obras. Primeiro, esta bela execução de Recuerdos de la Alhambra (as imagens foram geradas pelo software Musanim):



A segunda obra é a primeira das duas curiosidades de que falei: trata-se da Gran Vals. É a obra mais conhecida de Tárrega (por conta de um pequeno trechinho dela que ficou conhecido mundo afora como o “Nokia Ringtone”):



Por fim, a segunda curiosidade: no terceiro vídeo (abaixo), temos uma Fuga sobre o Tema da Nokia (que, na realidade, é de Tárrega) - as imagens foram geradas também pelo software Musanim:



19 novembro 2010

Como tocar piano




É possível aprender a tocar piano desta maneira?

Synthesia é um software com o qual se pode aprender a tocar qualquer peça para piano sem que se saiba ler a sua partitura. Trata-se de uma abordagem muito interessante, que tira proveito de uma parte do enorme potencial educacional dos computadores. Os vídeos abaixo são uma pequena demonstração da filosofia desse software. O download é gratuito, e pode ser feito no site da Synthesia.

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)




Chopin – Valsa Op.64 No.2 (Parte 1)



Beethoven – Sonata “A Tempestade” (Mov. 3) (100% da velocidade)



Beethoven – Sonata “A Tempestade” (Mov. 3) (30% da velocidade)



Beethoven – Sonata “Ao Luar” (Mov. 3) (100% da velocidade)



17 novembro 2010

Chris Vaisvil – Música Microtonal

Para quem nunca ouviu um exemplar de música microtonal, esta é a oportunidade. Chris Vaisvil nos apresenta uma bela peça microtonal para piano, que ele compôs usando o sistema Pianoteq (que é provavelmente o melhor simulador de piano digital da atualidade). Pelo que entendi, o autor montou a sua escala microtonal a partir de uma determinada série harmônica, ou seja, as notas de sua escala têm frequências que são múltiplos ou divisores das frequências dos harmônicos da tal série, e foram escolhidas para caber todas numa mesma oitava. O efeito resultante lembra, de início, um piano "desafinado" (pois as frequências das notas já não correspondem à afinação do sistema temperado, instituído como padrão desde os tempos de Bach), mas, pouco a pouco, o ouvido acostuma-se a ele, encontrando as consonâncias onde antes havia dissonâncias, e vice-versa.

O  compositor comenta o método pelo qual ele programou o Pianoteq: “Esta peça para piano foi feita com o controlador MIDI 88es Pianoteq, da M-Audio, e eu o afinei e o programei em “scala”, que é baseado num segmento da série harmônica reduzido para uma oitava.”

Veja neste site, o áudio e o código de programação que ele disponibiliza.

15 julho 2009

MuseScore

MuseScore - Software de Notação Musical
MuseScore
Software Gratuito de Notação Musical
Embora estivesse achando o LMMS muito interessante, resolvi deixá-lo um pouco de lado para começar a testar (pelo menos um pouquinho) o MuseScore.
Obs: O produto que eu baixei está na Versão 0.9.4 Revisão 1518.



Meus Testes
Ao abrir este programa pela primeira vez, a tela apresenta-se como na figura abaixo, com uma partitura demo já carregada:


O visual é algo realístico, com um fundo cuja cor lembra a de um papel envelhecido (o que, para mim, é mais agradável que um fundo simplesmente branco). É possível alterar este visual, seja carregando um novo estilo, seja simplesmente modificando-o ou criando um novo.
Todas as funções de edição são acessíveis no menu. Este, a propósito, chama a atenção pela extrema simplicidade (não sei bem se isto pode ser considerado um elogio...). Um exemplo disso é a janela do mixer (abaixo):


Mas, para mexer em claves, mínimas e colcheias, o legal mesmo não é usar os comandos do menu, mas sim os do próprio teclado ASCII, o que pode ser feito de duas maneiras bem distintas, mas igualmente inteligentes, dependendo do modo escolhido: o Note Entry mode e o Edit mode.

O Note Entry mode
Com o Note Entry mode, pode-se escolher uma duração para a nota digitando-se um número de 1 (semifusa) até 9 (Longa).
A imagem abaixo, baseada no manual, exemplifica como outras teclas podem ser usadas para a inserção de notas neste modo.



O Edit mode
Por enquanto, só pude experimentar o Note Entry mode, mas já posso adiantar que achei a idéia do Edit Mode muito interessante. Quem está mais acostumado a escrever música usando papel e lápis, pode acabar achando este modo mais intuitivo, já que, em vez de números ou letras, terá que lidar somente com alguns poucos elementos básicos, que servirão para ele formar tudo o que normalmente se vê numa partitura (como hastes e colchetes, por exemplo, que poderão ser usados para se desenhar uma nota). Alguns desses elementos contem handles que podem ser movidos com uso do mouse ou de alguns comandos do teclado ASCII, como as setas e as combinações destas com Ctrl e Shift. Veja, abaixo, dois exemplos em que o Shift+Right é usado para “esticar” um elemento:



(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)




14 julho 2009

LMMS (Linux Multimedia Studio)

LMMS - Linux Multimedia Studio
O LMMS é uma alternativa não-comercial a programas como o FL Studio®, que permite a produção de música de boa qualidade num computador caseiro, o que inclui a criação de melodias, batidas, a síntese e a mixagem de sons, etc.




PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

. gratuito
. multi-plataforma (Linux e Windows)
. editor de canções
. editor de beats e basslines
. editor no estilo Piano-Roll
. um mixer FX de 64 canais e um número ilimitado de efeitos, que permitem infinitas possibilidades de mixagem
. uma boa quantidade de instrumentos e plugins de efeitos incorporados
. automação de trilhas totalmente definida pelo usuário
. compatibilidade com SoundFont2, VST(i), LADSPA, GUS Patches e MIDI
. importação de arquivos MIDI e FLP (Fruityloops® Project)



MEUS TESTES

Estou gostando muito do LMMS: além da aparência profissional, é agradável de se ver e de se usar, é cheio de recursos, e - o mais importante - funciona. Quem conhece o Fruity Loops, vai encontrar um certo parentesco entre ambos. Pode-se ver, abaixo, um instantâneo que eu mesmo fiz durante meus testes, mostrando um projeto já carregado e dois dos plugins que ele utiliza:


Até agora, encontrei somente algumas pequenas falhas (que, na verdade, são “besteirinhas” que eles deverão solucionar rapidamente):

1 . O "toggle" de pelo menos dois dos botões não funcionam (voltando de um pause para o play, o ícone do pause permanece - tendo clicado no apagador, ao voltar para o lápis, o ícone do apagador permanece).

2 . Às vezes, depois de carregar um projeto, verifico que preciso eu mesmo posicionar o ponteiro no seu início.

Só achei um problema sério, mas que, mesmo assim, pode não ser culpa do programa, e sim da minha máquina. Foi quando eu importei alguns dos meus arquivos MID e tentei rodá-los com SoundFonts (SF2): notei que diversas notas falhavam durante a execução. Ainda estou investigando os motivos disso, mas já pude concluir que tanto faz se o arquivo MID é grande ou pequeno. Parece que o problema está mesmo na memória e na velocidade de processamento que os SoundFonts exigem. Tomara que seja só isso (afinal, o meu computador já está precisando de um upgrade).

Confesso que eu ficaria muito mais satisfeito se esse produto incluísse, também, um editor de partituras, mas o "piano-roll" que ele nos oferece até que é bem resolvido. Além do mais, eu concordo com a idéia, propagada por Stephen Malinowski (e concretizada através do seu extraordinário MIDI Player, o MAM - Music Animation Machine, já mencionado por mim neste blog, dias atrás), de que, quanto mais complexa for uma música, mais difícil é compreendê-la olhando-se simplesmente para a sua partitura - para ele, o "piano-roll" é muito mais informativo do que a notação tradicional.

Mas eu gostaria que, ao menos, fosse possível visualizar mais de uma trilha ao mesmo tempo, quer seja num único piano-roll (tanto o Cakewalk como o MAM misturam todas as notas numa única tela, diferenciando-as pela cor), ou com um piano-roll em cada janela.

Bom, de qualquer maneira, se um editor tradicional se tornar imprescindível para mim, o MuseScore já está na fila das coisas que eu pretendo testar.


DICAS DE SOUNDFONTS ORQUESTRAIS

Aqui vai uma sugestão caso você já use ou pretenda usar (ou, pelo menos, testar) o LMMS usando soundfonts de sons orquestrais:

Obs: Para vários dos arquivos abaixo, você precisará de um descompactador específico de SoundFonts, o sfArk.

27mg_Symphony_Hall_Bank - use este como default, pois contem todos os instrumentos de uma orquestra.

Como opção a alguns dos instrumentos deste banco de sons, eu recomendo os seguintes, que eu já testei:

Flauta:
314_Good_Flute - é uma boa flauta, realmente, mas...
Cambridge_Concert_Flute - ... talvez você prefira esta.
Oboe: Natural_Oboe
Recorder (flauta doce): Campbell’s Recorder
Bassoon (fagote): Natural_Basson
Violin Ensemble (conjunto de violinos): HS Strings
Violinos em Pizzicato: 142_Pizzstr
Cello: 1115_Cello_Deep
Vozes: 554_Flobakks_Choir_Aahs (736KB)
Vozes infantis: BoyChoir - achei bom, desde que não se usem notas nem muito graves nem muito agudas.
Obs: Resolvi preparar a relação acima pensando em dar acesso direto às soundfonts que eu já testei, mas você encontrará muito mais opções (incluindo diversos outros do tipo orquestral) navegando pelo site da HomeMusician.net Free Soundfonts.


SPLENDID PIANO

Esta é uma excelente opção ao piano que está no Soundfonts 27mg_Symphony, pois tem uma sonoridade extremamente bonita e natural. Apesar disso, ainda não sei se são problemas, realmente, ou eu é que não estou sabendo usar direito:
1 . Não há uma transição suave entre pianos e fortes - na verdade, há uma mudança abrupta de timbre, que se torna subitamente mais "brilhante" quando a nota ultrapassa determinada intensidade.
2 . Notas diferentes mas com mesma intensidade parecem, às vezes, serem umas mais fortes do que as outras, devido a diferenças nos timbres (umas mais brilhantes que as outras, o que parece ter a mesma causa do problema anterior).
De qualquer forma, você encontrará este soundfont em Splendid_72M.

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)





12 julho 2009

Testando Sequenciadores MIDI

Testando
sequenciadores MIDI
(LMMS, Frinika e MuseScore)
ou "à procura de um novo sequenciador de músicas"


Na Wikipedia, descobri a seguinte lista de sequenciadores Free/Open Source:

• Ardour
• Frinika (cross platform)
• LMMS (cross platform)
• MusE
• MuseScore (cross platform)
• Musette
• Qtractor
• Rosegarden
• Seq24
• Hydrogen (cross platform, drum machine)

Destes, resolvi testar o Frinika, o LMMS e o MuseScore, que funcionam na plataforma Windows e parecem preencher os requisitos de um sequenciador tradicional.

A imagem no alto deste artigo foi extraída do LMMS, enquanto as abaixo são, respectivamente, do Frinika e do MuseScore (se quiserem acessar os sites destes produtos, basta clicar nas imagens):




Obs: Publicarei aqui, neste blog, minhas conclusões sobre esses produtos, à medida que os for testando.

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)

11 julho 2009

Music Animation Machine

M A M
MUSIC
ANIMATION
MACHINE
Já assistiu ao vídeo abaixo?





Ele é atribuído a um tal de Hattariyaro, e permaneceu vários dias na minha coluna de Vídeos (na parte direita desta página).

Quem viu deve ter achado interessantíssimas aquelas figurinhas que vão aparecendo no meio das músicas. Como entusiasta dos arquivos MID, resolvi fazer algo parecido. O resultado é SPIDERM.MID, uma música que mostra o nome deste blog (veja imagem abaixo).


Para visualizar a imagem acima, no entanto, você precisará também de um MIDI PLAYER especial: o MAM (Music Animation Machine). Ele serve para tocar MIDs enquanto exibe uma representação gráfica de suas notas.

Se quiser, você pode baixar somente o MANUAL.



DICAS

. Depois de baixado, o MAM não precisa ser instalado: basta descompactá-lo.


. Ao executar o programa, selecione a música que eu modifiquei (SPIDERM.MID) em FILE / OPEN, e depois selecione VIEW / DISPLAY TYPE / PIANO ROLL (MAM). A seguir, tecle na barra de espaço e, pronto, a música começará a tocar.


. Mas, atenção: eu só inclui esse único textinho que aparece logo no início – não perca seu tempo ouvindo toda a música achando que vão aparecer mais textos ou figuras.


. No MAM, o usuário pode optar entre outros tipos de representação gráfica. Hattariyaro escolheu, por exemplo, a “tonality compass + bars”.



Você gostaria de fazer o mesmo?

Primeiro, selecione uma música em formato MID e a carregue num sequenciador do tipo Cakewalk (como o Anvil Studio, que é gratuito).

Para melhor entendimento, estou mostrando, abaixo, a tela de um sequenciador MID já carregado com uma música qualquer. Nesta tela, há duas representações diferentes de um mesmo trecho dessa música: no quadro superior, o trecho está representado em um diagrama “piano roll”; no quadro inferior, ele está representado em notação musical (partitura):



O que eu fiz (e o que Hattaniyaro deve ter feito também) foi incluir notas no diagrama “piano roll” de modo que elas tivessem, não tanto um significado musical, mas um significado visual:



Não se preocupe com a partitura, pelo menos por enquanto. O único lugar onde se deve mexer é no diagrama “piano roll”.

Acredito que Hattariyaro tenha incluído todas as figuras da mesma forma que eu, ou seja, manualmente, uma nota de cada vez. Isso não é difícil, mas é trabalhoso. Além disso, é preciso que as notas combinem com a própria música que está sendo tocada (sem truques, do tipo notas mudas – que aparecem na figura, mas não têm função nenhuma na música).

Obs: Neste exato momento, passou pela minha cabeça uma idéia meio diferente: fazer (e disponibilizar gratuitamente) um programinha para facilitar este trabalho. Assim, qualquer pessoa, mesmo sem saber quase nada de Música, poderia inserir textos e imagens nos arquivos MID de sua preferência, escolhendo, inclusive, os pontos em que eles deveriam aparecer.

Se eu resolver, realmente, levar essa idéia adiante, darei notícias diárias, aqui, sobre o andamento deste projeto. Aceito sugestões.


Um pouco mais sobre o MAM

O idealizador do MAM chama-se Stephen Malinowski:



A idéia de associar sons com imagens não é nova. Disney, por exemplo, teve a idéia de sincronizar desenhos animados com peças clássicas em Fantasia. O efeito dessa junção é sinérgica: não só as cenas ganham em emoção, mas a própria música se torna mais inteligível.

Mas a idéia inicial de Malinowski era criar uma alternativa melhor que a notação musical tradicional, que, em sua opinião, era pouco explicativa. Ele mesmo tem preparado alguns vídeos em que demonstra o seu programa. Veja este:



A notação tradicional é eficaz quando se trata de nos informar o que faz cada instrumento durante a execução de uma sinfonia, mas nada nos diz sobre os contrapontos e harmonias resultantes, que ficam dispersas na partitura, como gotas de tinta num oceano. O MAM tenta unir as peças desse quebra-cabeças, desvendando, para nós, a influência que cada nota tem sobre as demais. Mas a sua principal virtude mesmo está em ser a melhor ferramenta que eu conheço para descortinar os mistérios das grandes obras. É realmente fascinante poder "assistir" à complexidade de uma sinfonia que nos habituamos a ouvir por tantos anos, ou o contrário, isto é, ouvir os “sons” que se revelam por trás das imagens que o programa nos exibe.

Tenho visto pessoas acharem que uma sinfonia (tal como a ouvem, executada por uma orquestra) é uma obra coletiva. Para elas, é como se Beethoven, por exemplo, fosse autor somente dos temas de suas sinfonias, cabendo aos músicos e ao maestro da orquestra não somente tocá-las, mas também preencher o resto, usando técnicas e fórmulas que eu nem me arrisco a conceber. Na minha opinião, o MAM ajuda estas pessoas a compreender melhor a realidade dos fatos. É bem possível que elas se espantem ao saber que a Nona Sinfonia não é uma obra coletiva, que cada nota que elas ouvem foi escrita por Beethoven mesmo, e por mais ninguém. Por mais que os músicos, e o próprio maestro, sejam profundos conhecedores de música, eles não estão fazendo nada além de TOCAR o que Beethoven escreveu (emprestando, é lógico, a técnica e a interpretação de que são capazes).

O MAM deixa tudo isto bem evidente na medida em que nos faz enxergar, por meio de um verdadeiro show visual, a estrutura interna das grandes composições. É como se a sincronia entre o que vemos e o que ouvimos estabelecesse uma ponte entre a Arte dos Sons e as Artes Plásticas. Passamos a aceitar, então, também para a Música, um conceito que, para nós, é perfeitamente natural no mundo das artes visuais: o de que uma obra de arte, por mais complexa que seja, pode ter somente um autor (que é, também, no caso da Pintura e da Escultura, o seu único executor).

Tudo o que disse acima pode ser óbvio para mim e para você, mas, acredite, há muita gente que vai a concertos sem a menor noção do verdadeiro motivo pelo qual Bach e Beethoven são considerados gênios da Humanidade. É aí que eu vejo a melhor contribuição que o MAM pode prestar à Música: fazer com que se entenda melhor não somente a grandiosidade de uma obra-prima, mas também o verdadeiro significado da palavra "compositor".


Um vídeo como este abaixo é perfeito para o ouvinte que quer ser introduzido ao Mundo da Polifonia:




O vídeo a seguir serve para convencer o ouvinte sobre a relação direta que há entre a complexidade do que ele vê com a do que ele ouve:




OUTROS VIDEOS RELACIONADOS AO MAM

Hattariyaro disponibiliza vários vídeos legais no CANAL DE HATTARIYARO.


RETRO GAME MEDLEY

No vídeo abaixo, Hattariyaro optou por uma sonoridade típica dos videogames antigos.




MIDI ANIMATION “CHRONO TRIGGER”

O vídeo a seguir dá uma idéia melhor (para os que não têm muito conhecimento sobre as possibilidades do MIDI) do tipo de sonoridade que se pode obter quando se tem os recursos apropriados (tudo depende da máquina):




CONCLUSÃO

Sou um entusiasta do padrão MIDI. Ele, que surgiu para facilitar a interligação de instrumentos musicais eletrônicos, sem querer nos fornece um caminho para a democratização da Música. Graças a ele, qualquer um, hoje em dia, pode fazer música de excelente qualidade. Qualquer um pode produzir, em casa, uma música orquestral, por exemplo, sem precisar do contato com uma orquestra de verdade. Futuramente, falarei sobre o que há de melhor em software e hardware para este padrão.

Obs: não deixe de visitar o SITE DO MUSIC ANIMATION MACHINE.



(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)


18 maio 2009

Image Line Software anuncia EDISON




A Image Line Software anunciou que o seu produto Edison evoluiu para uma ferramenta de edição e gravação de samples extremamente poderosa, merecendo uma posição única no catálogo da Image Line Software. Agora, Edison também está disponível em VST e numa nova versão standalone (além do formato nativo do plugin FL Studio).

“Edison mudará para sempre a sua maneira de pensar a respeito de edição e gravação”, declarou o seu desenvolvedor e Chief Software Architet da Image Line Software, Didier Dambrin.

Edison pode ser carregado em qualquer trilha de um mixer (slot de efeitos VST) e, então, gravar ou reproduzir audio daquela posição. Os usuários ficarão animados em saber que é possível carregar tantas instâncias de Edison quantas couber em seus hosts. Tanto instâncias paralelas como encadeadas de Edison são possíveis.

Experts em reverberação se deliciarão com o efeito Convolution Reverb. Este permite que impulsos tanto de hardwares caríssimos quanto de espaços reais sejam captados para criar uma reverberação idêntica à desse espaço ou hardware (dependendo das configurações utilizadas).

Projetistas de som perdem-se no Blur Tool, que pode literalmente espalhar qualquer som de modo que ele pareça estar num ambiente exuberante, espaçoso e etéreo.

Para os que exigem precisão, o Equalize Tool será uma revelação. O envelope definido pelo usuário pode ser moldado precisamente e depois aplicado à forma de onda, finamente ajustado e reaplicado até que alguma meta de EQ seja alcançada.

Músicos experimentais ficarão fortemente impactados pela pureza da Time Stretch / Pitch Shift Tool, que permite que a altura e o formante do sample sejam alterados independentemente.

Criadores de beats e de samples economizarão horas de trabalho com o Loop Tuner, que pode fazer loops virtualmente impossíveis, ao mesmo tempo que remove clicks, pops e batimentos.

Para maiores informações, visite www.image-line.com/documents/edison.html