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17 maio 2011
Cancelada a demissão de Júlio Medaglia
Alvíssaras! Acabei de saber que o maestro Júlio Medaglia foi readmitido na Fundação Padre Anchieta. Ficou acertado entre ele e João Sayad, presidente da Fundação, que ambos desenvolverão um novo projeto para a Rádio e TV Cultura (relembre o episódio da demissão).
(fonte: Estadão)
17 janeiro 2011
Ainda sobre o maestro que morreu durante a Marcha Fúnebre
Ainda a respeito do meu post sobre a morte do regente Jean-Marc Cochereau, traduzo, abaixo, um artigo do ArtsJournal:
Herbert von Karajan, nos seus últimos anos de vida, apavorado com a possibilidade de vir a morrer no palco, encomendou uma pesquisa à Universidade de Salzburg sobre os efeitos do estresse associado à regência. Sua preocupação era motivada, pois Felix Motti e Joseph Keilberth sofreram uma parada cardíaca e morreram exatamente no mesmo ponto do terceiro ato de Tristão e Isolda (ver “The Maestro Myth”, 130-1).
Além destas fatalidades, Dmitri Mitropoulos morreu enquanto ensaiava a terceira sinfonia de Mahler no La Scala, Giuseppe Sinopoli morreu durante a "Aida" em Berlin e Mariss Jansons quase morreu ao final de "La Boheme" em Oslo – sua sorte, neste caso, foi a proximidade de um bom hospital, que lhe restaurou as funções cardíacas a tempo.
Outros exemplos trágicos de morte em cena podem ser encontrados aqui. Não serve de consolo aos familiares e amigos de Cochereau, mas a história mostra que ele não morreu sozinho.
A pesquisa encomendada por Karajan não foi, até onde eu sei, publicada ainda (se foi, digam-me como encontrá-la). Mas parece haver exemplos de sobra associando o trabalho do regente com infartos do miocárdio para abastecer os estudos científicos.
14 janeiro 2011
Maestro morre durante Marcha Fúnebre
O maestro francês Jean-Marc Cochereau morreu esta segunda-feira, dia 10 de janeiro, aos 61 anos, durante os ensaios para uma apresentação da orquestra sinfônica de Orléans. Ele sofreu uma parada cardíaca durante a execução do segundo movimento (denominado Marcha Fúnebre) da Sinfonia Eroica, de Beethoven.
Mais informações: (Le Figaro)
03 dezembro 2010
Walt Disney Concert Hall - Gustavo Dudamel e a Filarmônica de Los Angeles
Outro dia, comentei aqui sobre um evento que acontece todos os anos no Walt Disney Concert Hall, em que um filme mudo é exibido com o acompanhamento de músicas tocadas ao vivo no órgão de tubos do próprio auditório. Trata-se, sem dúvidas, de uma idéia genial. O organista, como se viu, é um espetáculo à parte.
Essa notícia, no entanto, me chamou a atenção para um dado interessante: vira e mexe, estamos vendo o nome de Disney associado à música. Disney construiu um império a partir de seus desenhos animados, mas é curioso perceber como ele sempre achava um jeito de falar de música. Parecia uma fixação. Um de seus filmes mais famosos é Fantasia, sobre o qual já falei rapidamente aqui, e é todo ele montado sobre uma brilhante seleção de peças do repertório clássico. Pedro e o Lobo é outro de seus filmes que segue a mesma filosofia – sua história é baseada na música homônima de Sergei Prokofiev. Mas não é só nos filmes, não, que se vê a influência da música na obra de Disney: quem já visitou os seus parques temáticos sabe o quanto a música é importante em todos eles. Nada mais natural, portanto, que a sua principal sala de espetáculos, a Walt Disney Concert Hall, seja a atual sede da Filarmônica de Los Angeles (LAPHIL).
Recentemente, o tradicional regente da LAPHIL Esa-Pekka Salonen (que lá estave por 17 anos) foi substituído por um dos mais talentosos nomes da atualidade: Gustavo Dudamel. Nascido na Venezuela, ele só tem 28 anos (o que parece ser bem pouco para a profissão), mas não é um novato: já aos 18 regia a Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, a orquestra nacional de jovens da Venezuela. Em 2004, ganhou um importante prêmio internacional de regência (Gustav Mahler Conducting Prize). Depois disso, começou a reger importantes orquestras em outros países, como a Orquestra Sinfônica de Chicago, a Orquestra Filarmônica de Israel e a Orquestra Sinfônica de Gotemburgo (Suécia), para a qual trabalha até hoje. Em 2005, assinou contrato com a Deutsche Grammophon. Clique aqui para ouvir uma pequena amostra de seu talento, numa gravação do Quarto Movimento da Sétima Sinfonia de Beethoven.
(fonte: npr)
Essa notícia, no entanto, me chamou a atenção para um dado interessante: vira e mexe, estamos vendo o nome de Disney associado à música. Disney construiu um império a partir de seus desenhos animados, mas é curioso perceber como ele sempre achava um jeito de falar de música. Parecia uma fixação. Um de seus filmes mais famosos é Fantasia, sobre o qual já falei rapidamente aqui, e é todo ele montado sobre uma brilhante seleção de peças do repertório clássico. Pedro e o Lobo é outro de seus filmes que segue a mesma filosofia – sua história é baseada na música homônima de Sergei Prokofiev. Mas não é só nos filmes, não, que se vê a influência da música na obra de Disney: quem já visitou os seus parques temáticos sabe o quanto a música é importante em todos eles. Nada mais natural, portanto, que a sua principal sala de espetáculos, a Walt Disney Concert Hall, seja a atual sede da Filarmônica de Los Angeles (LAPHIL).
Recentemente, o tradicional regente da LAPHIL Esa-Pekka Salonen (que lá estave por 17 anos) foi substituído por um dos mais talentosos nomes da atualidade: Gustavo Dudamel. Nascido na Venezuela, ele só tem 28 anos (o que parece ser bem pouco para a profissão), mas não é um novato: já aos 18 regia a Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, a orquestra nacional de jovens da Venezuela. Em 2004, ganhou um importante prêmio internacional de regência (Gustav Mahler Conducting Prize). Depois disso, começou a reger importantes orquestras em outros países, como a Orquestra Sinfônica de Chicago, a Orquestra Filarmônica de Israel e a Orquestra Sinfônica de Gotemburgo (Suécia), para a qual trabalha até hoje. Em 2005, assinou contrato com a Deutsche Grammophon. Clique aqui para ouvir uma pequena amostra de seu talento, numa gravação do Quarto Movimento da Sétima Sinfonia de Beethoven.
(fonte: npr)
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