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30 novembro 2010

Sala São Paulo - Camerata Antiqua de Curitiba e Coro da OSESP

O próximo concerto na Sala São Paulo já será uma preparação para o Natal que se aproxima


A Camerata Antiqua de Curitiba e o Coro da OSESP apresentarão obras de Bach, Camargo Guarnieri, Gerald Finzi e Saint-Saens. Haverá três oportunidades para vê-los: dias 2, 3 e 4 de dezembro (quinta e sexta às 21h00, e sábado às 16h30 - mais detalhes aqui).



Confesso que eu não conhecia a Camerata Antíqua de Curitiba, mas, pelo que vi no YouTube (e dada a grande tradição musical daquela cidade), é de se esperar que nos proporcione um belo espetáculo.

Sei o quanto se valoriza a Música naquelas paragens. Numa das poucas oportunidades em que passei por Curitiba, hospedei-me num hotel que dava para os fundos do Teatro Guaíra. Por sorte, havia um concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná programado para aquela noite - uma oportunidade que eu não desperdicei. Guardo boas lembranças, também, de um dos lugares mais aprazíveis que eu já visitei na minha vida: o Bosque Alemão. È um lugar muito bonito, cercado (vejam só) por ruas com nomes de compositores clássicos (Schubert, Schumann, Mendelsohn, Richard Strauss, Mozart, Chopin, etc.). Se eu não me engano, foi lá, também, que eu visitei o Oratório Bach, construído em homenagem àquele que foi a "glória do barroco alemão e da Música Universal".

A programação está magnífica. Começa com Bach, de quem será apresentado o moteto “Lobet dem Herrn, alle Heiden”, BWV 230. Há evidências de que fazia parte de uma das muitas cantatas de Bach que continuam perdidas até hoje. Trata-se de um hino de agradecimento a Deus, baseado no texto do Salmo 117, e divide-se em 3 seções: uma animada Fuga com um tema alegre para as 2 primeiras linhas do Salmo, um tema calmo para as 2 seguintes, e o retorno ao mesmo tema alegre no Aleluia do final (fonte: http://www.bach-cantatas.com/VD/BWV230.htm).

Observem que, apesar do "acompanhamento" executado por alguns instrumentos de cordas (como o violino, a viola, etc.), não se pode afirmar que haja propriamente uma orquestração. Isso fica mais claro ao examinarmos a partitura: só há quatro partes escritas (Soprano, Alto, Tenor e Baixo), mas com a indicação de que podem ser executadas ou pelo coral, ou por um quarteto de cordas, ou por ambos. Prestem atenção à violinista, por exemplo: tudo o que ela toca é uma cópia exata do que as sopranos cantam. O mesmo vale para o segundo violino, que reproduz o canto das contraltos, e assim por diante. Os instrumentos, enfim, não acrescentam nenhuma nota nova às já entoadas pelo coral, mas conseguem, assim mesmo, dar a esse moteto uma sonoridade próxima à de obras orquestradas - como as cantatas, por exemplo.

Antes de assistirem ao vídeo abaixo, uma explicação: ele é somente um dos muitos que eu encontrei com esta música no YouTube. Não sei se quem o gravou preferiria estar numa posição mais central do auditório. O fato é que aproveitou muito bem as circunstâncias, conseguindo, inclusive, destacar a atuação dos principais músicos. Foi por esse motivo (e pela qualidade do som, que é o que mais nos interessa) que eu o escolhi.

Ah, e talvez fosse interessante acompanhar a música com a sua PARTITURA.

(veja também: Free Sheet Music Download - DOWNLOAD GRATUITO DE PARTITURAS, uma extensa coleção de links para downloads de partituras gratuitas na Internet)





Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993) é provavelmente o segundo compositor brasileiro mais executado no mundo (só perde para Villa-Lobos). Dele, será apresentada a Missa Dilígite. No vídeo abaixo, ouve-se o “Sanctus” dessa Missa:



Gerald Finzi foi um compositor britânico do século XX (1901-1956). É dele esta “In Terra Pax”, que está no concerto:



De Camille Saint-Saens, será apresentado o Oratório de Natal, Op.12:



24 novembro 2010

Show do Yes no HSBC Brasil

(Atenção: escrevi um artigo DEPOIS do show, intitulado Show do Yes no HSBC Brasil - Como foi)

Só para lembrar aos que moram em São Paulo e adjacências: domingo, dia 28 de novembro, é dia de assistir ao mega-show do Yes, no HSBC Brasil.

Para quem não conhece, trata-se de uma banda de rock progressivo dos anos 70, e uma das mais importantes de todos os tempos. Mas vale aqui uma pequena observação sobre o show: o site do HSBC resolveu destacar o fato de que, dos músicos que virão ao Brasil (Benoit David, Steve Howe, Chris Squire, Oliver Wakeman e Alan White), somente Squire pertence à formação original da banda. Ok, ele foi um dos fundadores do grupo, mas eu, pessoalmente, prefiro menos a formação original do que a que gravou, por exemplo, o álbum Fragile, de 1971 - Jon Anderson (vocal), Steve Howe (guitarra), Chris Squire (baixo), Rick Wakeman (teclados) e Bill Bruford (bateria) – e na formação que se apresentará em São Paulo há ao menos dois desses integrantes: Howe e Squire. Mas eu incluiria aí nessa lista, também, o baterista Alan White, já que ele é “Yesista” de longa data, tendo substituído Bruford já em 1972, logo após a gravação de Fragile. E (por que não?) Oliver Wakeman, filho do "mago dos teclados" - nunca ouvi nada de Oliver, mas se a Genética estiver certa e ele tocar a metade do que o pai toca, já terá valido a pena. Só lamento mesmo é a ausência de Jon Anderson, cuja voz “angelical” eu considero uma das marcas registradas (senão a principal) do Yes. Em seu lugar, quem canta é Benoit David, ex-vocalista do Mistery.

Selecionei três vídeos bastante representativos do grupo. O primeiro é de uma apresentação ao vivo de “Roundabout” (faixa mais conhecida do álbum "Fragile", cuja capa está no alto deste post), música em que se destacam o solo de violão acústico de Howe, a participação de Anderson no vocal, e a presença de ninguém menos que o próprio Rick Wakeman ao piano. Espetacular. O segundo é o clipe original de “Owner of a Lonely Heart” - grande sucesso comercial de 1984. O terceiro é um trecho de "The Gates of Delirium", que vale tanto pela sonoridade (bastante típica desse grupo) quanto pelas belas imagens surrealistas - ao estilo das que eram usadas para ilustrar os álbuns desta e de outras bandas de rock progressivo da época. Minha parte preferida é a que começa aos 5'07'' - uma bela melodia introduzida pela guitarra e, depois, cantada "angelicalmente" por Jon Anderson. Assistam:








23 novembro 2010

Bach e Villa-Lobos a R$ 1,00

Muita música clássica boa e barata esta semana

Domingo, às 11h00 da manhã, a Orquestra Jovem do Conservatório Brasileiro de Música e o Coro Polifonia Carioca se apresentarão no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Eu dei uma olhada no programa: cá pra nós, é um PROGRAMAÇO! Considerando-se o preço, então... Eis as peças que serão tocadas:

Bach - Suíte Orquestral N° 3 em ré maior BWV 1068
Villa-Lobos - Prelúdio das Bachianas Brasileiras N° 4
Bach - Concerto para 3 pianos e Orquestra de Cordas em ré menor BWV 1063
Bach - Magnificat em ré maior BWV 243

É um luxo poder ouvir tanta coisa boa assim por apenas R$ 1,00. Cada uma das quatro obras a serem apresentadas mereceria um post específico. A Suíte Orquestral é uma obra grandiosa. O Magnificat, então, é monumental. A quarta das Bachianas Brasileiras havia sido composta originalmente para piano, mas depois foi orquestrada pelo próprio autor. O seu prelúdio é conhecidíssimo – tendo sido usado como tema até em filmes e novelas. Já o concerto para 3 pianos de Bach é obra bastante “sui-generis” – imagine só 3 pianos duelando num único palco! É claro que, para Bach, isso não chegava a ser propriamente um desafio - ele chegou a escrever concertos para até 4 pianos (cravos, na realidade). Terá sido esse o seu limite?

Só uma prévia da grandiosidade do espetáculo. Primeiro, o Magnificat e, depois, o Concerto para 3 pianos:






O Barbeiro de Sevilha a R$ 2,00

Também no Teatro Municipal do Rio, esta semana mesmo (de 24 a 28), a Companhia Brasileira de Ópera apresenta-se com o Barbeiro de Sevilha, de Rossini. Além das récitas normais, haverá também récitas para crianças – que pagarão somente R$ 2,00 (dois reais)! Lembro-me da única vez em que assisti a uma montagem dessa ópera, alguns anos atrás. Trata-se de um espetáculo exuberante, agradabilíssimo de se ouvir, e muito, muito divertido – perfeito para um público como o infantil.

OSB - Schumann, Barber, Busoni e Respighi

No dia 27, sábado, às 16h00, a Orquestra Sinfônica Brasileira apresenta-se com um programa de peso. Para contrastar com a leveza de O Barbeiro de Sevilha, que estará em cartaz até o dia seguinte no mesmo local, serão tocadas obras mais densas.

Schumann - Abertura, Scherzo e Finale Op. 52
Barber - Concerto para Violino Op. 14
Busoni - Suíte Turandot (estreia no Rio de Janeiro)
Respighi - Pinheiros de Roma

Solista: Rachel Barton Pine, violino
Regência: Roberto Minczuk

Preços:
Plateia e Balcão Nobre – R$130,00
Balcão Superior – R$60,00
Galeria – R$18,00


Sala São Paulo - Uma Noite na Ópera:

Eu teria que me desdobrar em vários para poder assistir a tudo de bom que se programou para esta semana no Rio e em São Paulo (incluindo o show do Yes). Como sou um só, ao menos dou a dica a quem se interessar: na Sala São Paulo, a Orquestra Municipal de São Paulo e o Coral Lírico Municipal, sob a regência de Rodrigo de Carvalho, fazem três apresentações, de quinta a sábado, com o programa “Uma Noite na Ópera” – uma seleção simplesmente sensacional do que há de melhor no gênero. Para se ter uma idéia, o espetáculo começa com a abertura de “La Gazza Ladra”, de Rossini (quem já assistiu ao filme Laranja Mecânica, irá se lembrar da música...). Quer uma mais conhecida que essa? Então, que tal a “Cavalaria Rusticana”, de Mascagni? Ou a “Madame Butterfly”, de Puccini? Ou ainda a “Carmen”, de Bizet? E tem também Donizetti, Gounod, Richard Wagner (com a magnífica “Tannhäuser”), etc. E, por fim, aquele que não poderia faltar: Giuseppe Verdi - dele, serão apresentados trechos de “La Traviatta”, “Nabucco”, “Il Trovattore” e “Aida”. Uma verdadeira pós-graduação em Ópera. É realmente uma pena que eu não possa estar lá para ver e ouvir. Clique num dos links abaixo para ver a programação:

25 de novembro (quinta-feira), 21h00
26 de novembro (sexta-feira), 21h00
27 de novembro (sábado), 16h30


18 novembro 2010

Filme mudo no Los Angeles Walt Disney Concert Hall




Todos os anos, a Filarmônica de Los Angeles exibe um filme mudo no Walt Disney Concert Hall. O que torna este evento mais especial é o fato de o filme ser acompanhado por música ao vivo executada no órgão de tubos do próprio auditório. O organista Clark Wilson realiza um trabalho incrível, como pode ser visto no vídeo abaixo. Este ano, a apresentação se deu no dia de Hallowenn (31 de outubro), e o filme exibido foi o clássico “Dr.Jekyll and Mr.Hyde”.



(fonte: classicalmusic.about.com)