Quem disse que a Música Erudita não pode ser divertida?
Às vezes, não é a música em si que é divertida, mas o seu intérprete. É o caso de Victor Borge, pianista e comediante dinamarquês (foto ao lado).
No vídeo abaixo, ele interpreta a Abertura de Guilherme Tell, de Rossini... de trás para frente!
Agora, ele e o violinista Anton Kontra interpretam Csardas, de Vittorio Monti:
Ainda as Csardas, desta vez com a virtuose da flauta doce Michala Petri, sua conterrânea:
Outro intérprete divertido é Dudley Moore. Ele ficou mais conhecido como ator e comediante, mas também era um músico de mão cheia. No vídeo abaixo, Moore interpreta uma peça com todas as características de uma sonata de Beethoven, exceto pelo tema, que é do filme “A Ponte Sobre o Rio Kwai”:
Beethoven, onde quer que esteja, deve ter adorado também essa versão dos Muppets para a “Ode à Alegria”, de sua Nona Sinfonia:
E teria sido a sua Quinta Sinfonia inspirada numa briga de casal?
Mr.Bean em dois vídeos, tocando uma bateria e depois um piano - ambos imaginários:
Neste post, há uma seleção de desenhos animados, todos relacionados à Música, que eu considero os mais divertidos que eu já vi.
E neste, há alguns vídeos de Richard Grayson. Aqui a diversão fica por conta de sua impressionante capacidade de improvisar qualquer tema (eu disse QUALQUER TEMA) no estilo de qualquer compositor erudito (que tal “Singing in the Rain” ao estilo de Wagner?).
Outras vezes, nem compositor nem intérprete são capazes de prever a reação da platéia a determinadas músicas. O segundo movimento da Simple Symphony, de Benjamin Britten, costuma provocar risos discretos entre os espectadores:
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26 maio 2011
27 novembro 2010
Richard Grayson
Já ouviram falar nele? Outro dia, assisti a um vídeo desse pianista (o da foto ao lado, em que aparece alguns anos mais jovem). Nele, Grayson fazia uma brincadeira divertidíssima: alguém da platéia lhe passava um pedaço de papel com o nome de uma música qualquer e o estilo em que ele deveria tocá-la. Grayson lia o papel, sentava-se ao piano, pensava um pouco e... começava a tocar, por exemplo, um “Girl of Ipanema” ao estilo de Beethoven. Divertidíssimo. Da platéia, choviam mais e mais sugestões, cada uma mais esdrúxula que a outra – do tipo “A Cavalgada das Valquírias no estilo de um tango”, ou “La Cucaracha ao estilo de Prokofiev”, e assim vai.
Isso pode parecer um tanto circense, mas Grayson é tão bom no que faz, e o faz com tanta facilidade, que nos incute um amor ainda maior pela Arte da Música. Quando assistimos a uma performance de Gould, de Rubinstein, de Pollini, ou de qualquer outro grande pianista, somos levados a crer que a musicalidade deles não vai muito além da capacidade de ler e memorizar extensas e complexas partituras, e de tocá-las com surpreendente desenvoltura. O que Grayson nos mostra é que o grande músico é muito mais do que isso. Ele é capaz de produzir não somente a música que está escrita, ou que ele memorizou, mas a que toca em seu cérebro naquele momento! Uma vez, falei de uma coisa chamada “ouvido interno”, algo que todo compositor acaba adquirindo com a experiência, e que explica o aparente milagre das obras que Beethoven compôs quando já estava completamente surdo. Pois junte-se essa capacidade de “compor internamente” uma música com a de materializá-la instantaneamente, e teremos um Mozart (já viram aquela famosa cena de “Amadeus” em que ele improvisa sobre um tema de Salieri?).
Abaixo, uma pequena lista de vídeos em que Grayson delicia o público com sua capacidade de parodiar qualquer música em qualquer estilo que lhe for solicitado:
E, se procurarem no YouTube, ainda encontrarão:
. Toque da Nokia (telefone celular) no estilo de uma galliard renascentista
. Singing in the Rain ao estilo de Wagner
. Tema dos Muppets no estilo de uma fuga de Bach
. A Cavalgada das Valquírias no estilo de um tango
. A Nona de Beethoven no estilo de um tango
. La Cucaracha ao estilo de Prokofiev
. A Garota de Ipanema ao estilo de Poulenc
. Take the A Train no estilo da Marcha Fúnebre de Chopin
. etc, etc, etc...
Mas Grayson é, também, compositor dos mais respeitados. Quando não está divertindo uma audiência (e a si próprio), direciona sua inventividade para obras originalíssimas. É o caso da música abaixo, que precisa ser ouvida e vista ao mesmo tempo:
E já que falei sobre paródias, deixe-me sair um pouquinho de Grayson para falar de um outro músico muito famoso: Dudley Moore. Na verdade, ele fez sua fama como comediante, mas é, também, pianista e compositor. No vídeo abaixo, Moore interpreta uma peça bem ao estilo das sonatas de Beethoven, mas usando um conhecido tema do filme "A Ponte Sobre o Rio Kwai". A diferença é que, neste caso, não se trata de improviso. Mas é muito engraçado assim mesmo:
Isso pode parecer um tanto circense, mas Grayson é tão bom no que faz, e o faz com tanta facilidade, que nos incute um amor ainda maior pela Arte da Música. Quando assistimos a uma performance de Gould, de Rubinstein, de Pollini, ou de qualquer outro grande pianista, somos levados a crer que a musicalidade deles não vai muito além da capacidade de ler e memorizar extensas e complexas partituras, e de tocá-las com surpreendente desenvoltura. O que Grayson nos mostra é que o grande músico é muito mais do que isso. Ele é capaz de produzir não somente a música que está escrita, ou que ele memorizou, mas a que toca em seu cérebro naquele momento! Uma vez, falei de uma coisa chamada “ouvido interno”, algo que todo compositor acaba adquirindo com a experiência, e que explica o aparente milagre das obras que Beethoven compôs quando já estava completamente surdo. Pois junte-se essa capacidade de “compor internamente” uma música com a de materializá-la instantaneamente, e teremos um Mozart (já viram aquela famosa cena de “Amadeus” em que ele improvisa sobre um tema de Salieri?).
Abaixo, uma pequena lista de vídeos em que Grayson delicia o público com sua capacidade de parodiar qualquer música em qualquer estilo que lhe for solicitado:
E, se procurarem no YouTube, ainda encontrarão:
. Toque da Nokia (telefone celular) no estilo de uma galliard renascentista
. Singing in the Rain ao estilo de Wagner
. Tema dos Muppets no estilo de uma fuga de Bach
. A Cavalgada das Valquírias no estilo de um tango
. A Nona de Beethoven no estilo de um tango
. La Cucaracha ao estilo de Prokofiev
. A Garota de Ipanema ao estilo de Poulenc
. Take the A Train no estilo da Marcha Fúnebre de Chopin
. etc, etc, etc...
Mas Grayson é, também, compositor dos mais respeitados. Quando não está divertindo uma audiência (e a si próprio), direciona sua inventividade para obras originalíssimas. É o caso da música abaixo, que precisa ser ouvida e vista ao mesmo tempo:
E já que falei sobre paródias, deixe-me sair um pouquinho de Grayson para falar de um outro músico muito famoso: Dudley Moore. Na verdade, ele fez sua fama como comediante, mas é, também, pianista e compositor. No vídeo abaixo, Moore interpreta uma peça bem ao estilo das sonatas de Beethoven, mas usando um conhecido tema do filme "A Ponte Sobre o Rio Kwai". A diferença é que, neste caso, não se trata de improviso. Mas é muito engraçado assim mesmo:
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