Mostrando postagens com marcador Moog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Moog. Mostrar todas as postagens

19 novembro 2010

Uma Introdução ao Sintetizador Moog

O vídeo no final deste post faz parte de um programa maior sobre a história da música eletrônica da BBC, e é perfeito para se entender como Wendy Carlos produziu seus primeiros álbuns. Mostra-se as operações básicas num sintetizador Moog, e ainda demonstra, de forma bastante sucinta, a sua utilização em conjunto com um gravador multipistas (Carlos, por exemplo, inicialmente utilizou um gravador de 8 pistas).




Obs: a foto acima é da super-máquina responsável pelos sons que ouvimos em álbuns como Switched on Bach.

Para ajudar no entendimento do vídeo, eu incluo, a seguir, a tradução de boa parte da narrativa, ao lado das imagens correspondentes.

Todos os sons instrumentais que estamos ouvindo são eletronicamente produzidos por um único homem num único instrumento musical. Ele se chama Sintetizador Moog. Ele produz sons de uma maneira que normalmente só se conseguiria com o esforço de experts em eletrônica com seus equipamentos complicados e muitos dias de trabalho.

O instrumento é feito de unidades eletrônicas independentes montadas num gabinete compacto. São osciladores (que produzem o som), filtros, amplificadores, e geradores de envoltória, que lhes dão forma. Um som pode ser também iniciado automaticamente. Você não precisa ser um expert em eletrônica para tocar o Moog. Tudo o que você precisa é de um bom ouvido musical, porque você cria o seu som simplesmente plugando nos lugares certos.

Quando você terminar, eles poderão ser executados no teclado.

O som é uma série de vibrações que viajam através do ar para serem interpretadas pelo ouvido. Essas vibrações são geradas eletronicamente por um oscilador. Um que tenha timbre simples e contínuo aparece dessa forma num osciloscópio:



Cada oscilador pode produzir um número ilimitado de timbres. Os sons para um instrumento musical convencional não possuem timbres tão simples, pois possuem numerosos harmônicos.


No Moog, este som é feito simplesmente conectando-se um segundo oscilador ao primeiro, e, então, repete-se o processo até que o novo som tenha um timbre mais encorpado.

Conectando-se vários osciladores, o som ganha uma espécie de qualidade, e qualquer som musical pode ser construído a partir destes componentes básicos. Agora, o som contínuo precisa ser formatado de modo que ele tenha maior musicalidade quando for tocado. Um módulo chamado gerador de envelopes faz isso controlando o modo como um som começa e termina.
Alguns sons musicais são feitos fundamentalmente dos mesmos tipos de vibrações, mas é a formatação da nota quando ela é tocada ...





...que faz a diferença entre o som de um piano e uma flauta.




Quando já está formatado, o som pode ser executado no teclado, que agora controla eletronicamente todos os outros módulos que estão sendo usados para criá-lo.

A extensão do teclado pode ser alterada permitindo-se a execução de notas que nunca foram antes ouvido num piano, onde elas não podem ser produzidas. Sons longos e contínuos podem ser tocados num segundo teclado fazendo-se o dedo correr sobre uma estreita fita metálica. Isto produz voltagens que mudam de forma contínua, que por sua vez produz sons variáveis.





Wendy Carlos x YouTube e etc.

Aprecio muito o trabalho de Wendy Carlos, do qual tomei conhecimento em 1978, quando comprei seu primeiro álbum - Switched-on Bach. Até hoje o tenho em bom estado – praticamente do jeito que o adquiri. A capa, coitada, já veio um pouco poída nas beiradas, o que não estranhei muito quando vi o ano de seu lançamento: 1968! Não se tratava, portanto, de nenhuma grande novidade, mesmo assim esse álbum me pareceu revolucionário. E me parece até hoje! A ponto de ter me convertido em definitivo ao mundo de Bach e, por extensão, de todos os mestres da música erudita. Deixei-me influenciar de tal modo por Switched on Bach que houve ocasiões em que fui ao cinema só por saber que a trilha sonora do filme tinha sido produzida por Wendy. Foi assim com Laranja Mecânica e, depois, com O Iluminado. Por isso, sempre quis homenageá-la neste blog. Se não o tinha feito até hoje foi porque não me sentia suficientemente certo de que deveria fazê-lo. Por que? É o que tentarei explicar no restante deste post.

Carlos x Intuitive Music

Se vocês entrarem neste site, verão que há uma foto antiga (em preto-e-branco) de Wendy Carlos, e a seguinte mensagem:

“devido a um comportamento exageradamente protecionista e a uma ação judicial predatória da SERENDIP, LCC CORPORATION, todas as resenhas e promos relacionados com as obras de Wendy Carlos foram retiradas deste site!”

Mais abaixo, vê-se uma repetição da mesma foto. Acima e abaixo dela, há links um tanto apagados. Clicando-se no primeiro deles (o que está acima da foto), entra-se no site da Intuitive Music, onde se lê o seguinte:

Temos que reconhecer que esta é uma das coisas mais surrealistas que já nos aconteceu ao longo dos quatro anos de existência da Intuitive Music. O fato é o seguinte: entramos em contato com o site oficial de Wendy Carlos (o legendário e pioneiro da música eletrônica nos anos 60) e com a Serendipity Records, requisitando uma entrevista para ser publicada em nosso site, mas recebemos um email apócrifo nos seguintes termos:

“Fora o contratempo, gostou da peça, Sra.Lincoln?
Suas páginas a respeito de Wendy Carlos são desrespeitosas, insensíveis, imprecisas e, em pelo menos uma das referências, provavelmente caluniosas. Além do mais, você está utilizando uma fotografia protegida por copyright sem a nossa permissão, o que infringe os direitos da Serendip LLC. Faça o favor de remover este material de seu website imediatamente.”

Respondemos, então, estupefatos:

“A quem interessar possa:
1 – Posso saber a identidade de quem escreveu esta mensagem, por favor?
2 – Quem é Sra.Lincoln? Meu nome é Niles, Naomi Niles.
3 – De maneira alguma tivemos a intenção de sermos “desrespeitosas, insensíveis, imprecisos e, em pelo menos uma das referências, provavelmente caluniosas” com a pessoa de Wendy Carlos. Primeiro porque não é esta a nossa política e segundo porque nós somos grandes admiradores de seu trabalho. Poderia nos dizer, por favor, onde exatamente nós teríamos sido desrespeitosos e todos os outros adjetivos que você usou? Isso nos ajudaria muito.
4 – Poderia nos dizer, por favor, qual imagem em nosso website está protegida por copyright e que teria sido usada sem permissão? E, se for o caso, poderia nos dar uma evidência disso? Não é nossa política fazer uso de material protegido por copyright sem a devida permissão, e até onde eu sei todas as fotos de Wendy Carlos que temos usado em nosso website são imagens promocionais.”

Eis a resposta:

“Quanto a “Sra.Lincoln”, vocês não estão a par de que ela estava ao lado do 16º presidente dos EUA quando ele foi assassinado no Teatro Ford?
Vocês deveriam acrescentar a palavra “ignorante” à forma com que lidam com Wendy Carlos (a lista de vocês é um lixo completo).
A Serendip LLC possui os direitos de cópia de todas as músicas e gravações de Wendy Carlos e também das assim chamadas fotos promocionais (verifique o aviso de copyright no site wendycarlos.com). Nós não permitimos a utilização de nenhuma foto nem as fornecemos para o seu website. Você deve retirar toda e qualquer foto de Wendy Carlos de seu website.
A.Franklin
Serendip LLC”

Acerca do tratamento “desrespeitoso” a Wendy Carlos no site da Intuitive Music, vocês mesmos podem julgar. O seu álbum “Switched on Bach” está em nosso Top 10 Best para álbuns eletrônicos dos anos 60 em nossa seção de resenhas:
Vocês podem ler também os arquivos sobre o artista em nosso Guia Técnico:

Carlos x Momus:





Em 1998, Wendy Carlos já havia ganho um processo que moveu contra o artista britânico Momus pela música “Walter Carlos”. O motivo foi esta letra (a original, em inglês, está aqui):





Walter Carlos não existe mais / Ele está no Elysium
Mas imaginemos que ele esteja em nosso continuum espaço-tempo.
Walter Carlos!
Compositor transsexual internacional daquela época gloriosa,
O grande sintetizador analógico / Barroco!

Ele agora é / conhecido como Wendy
Fez uma operação de mudança de sexo
Logo após ter feito Switched on Bach Volume 1


E quando a viagem no tempo for possível,
Wendy poderá entrar num “buraco de minhoca” e voltar ao futuro para se casar com Walter
Alguns verões barrocos antes
De um casal de modelos Moog voltar no tempo

(Repetir várias vezes: Legal legal legal / No verão / Cantando tra-la-la-la-la / E será legal num outro tempo)

Infelizmente,
Einstein nos ensina
Que quando a viagem no tempo finalmente for possível,
Não haverá como se retornar a períodos anteriores ao ponto em que a viagem no tempo se tornou possível pela primeira vez!

Portanto, assim como Walter Carlos agora só é possível no passado,
Teremos que nos contentar com viagens no tempo apenas no universo da música.

Obs: “buraco de minhoca” (wormhole) é, por incrível que pareça, um termo científico, e tem a ver com o “continuum espaço-tempo” (veja na Wikipedia - Buraco de minhoca).

No processo judicial, Wendy pedia uma indenização milionária (22 milhões). Chegou-se, no entanto, a um acordo: Momus comprometeu-se a pagar apenas pelas custas judiciais e pelos honorários advocatícios (30 mil dólares), mas teria que retirar a música “Walter Carlos” de seu álbum “Little Red Songbook”.

Retirou-se, então, a música do álbum, mas... eis que ela surge na Internet!

Eu a ouvi – e não gostei. Ok, o problema pode estar no meu gosto musical, que não combina muito com o desse artista, sei lá. A letra é inventiva, bem-humorada, mas um pouco hermética (por usar termos excessivamente técnicos) e ingenuamente irresponsável (politicamente incorreta, para usar um termo mais suave). De qualquer forma, “a quem interessar possa”, há um arquivo MP3 gratuito para download no site da dilandau.com (não coloco aqui um link para esse site porque, dessa história toda, só me interessa mesmo é o fato de que não adiantou nada Momus ter obedecido à ordem de retirar a tal música de seu disco).

Mas a história não termina aí. Trinta mil dólares ainda era um valor alto demais para Momus e sua pequena gravadora, a Le Grand Magistery. Momus solucionou o problema com uma idéia bem original: se Wendy não gosta de “homenagens” daquela espécie, outros poderiam gostar - e até pagariam por elas! Dispôs-se, então, a compor uma “homenagem musical” para cada pessoa que se dispusesse a pagar mil dólares para vê-la incluída em seu próximo CD, “Stars Forever”. Acabou conseguindo 30 “patrocinadores”, cobrindo, assim, o prejuízo causado pela ação de Wendy. E mais: o trabalho ficou melhor que o original, tendo sido muito elogiado pela crítica musical inglesa!

Carlos x YouTube:

Pioneira no uso de sintetizadores em gravações de música clássica (Switched-on Bach, de 1968), colaboradora de Stanley Kubrick em filmes como Laranja Mecânica e O Iluminado, e autora da trilha sonora de filmes da Disney, como Tron e A Bela e a Fera, Wendy Carlos é uma lenda viva no meio musical. Seria natural, portanto, que encontrássemos farto material a seu respeito no que é hoje considerado o maior fenômeno da mídia nos últimos tempos - o YouTube. Mas é como eu disse: seria natural, mas não é o que ocorre.

Procure por “Wendy Carlos” no YouTube e ele te retornará uma imensa quantidade de vídeos relacionados – mas quase nenhum com a música de Carlos. Os poucos que encontrei com sua música eram referentes ao filme Laranja Mecânica, e podem nem estar mais lá no momento em que escrevo este artigo. O resto dos vídeos (ou seja, praticamente todos) são de discípulos mundo afora que, usando Moogs e outros sintetizadores, procuram imitar o estilo e a sonoridade límpida de suas interpretações modelares.

Carlos parece ter um zelo extremo no que diz respeito aos direitos autorais. Sei que não está sozinha nesta luta, mas... será que essa postura não a prejudica? Afinal, exposição é tudo para um artista. Em outras palavras: quanto mais conhecido, mais chances ele terá de viver de sua arte. Nesse sentido, o YouTube é justamente a chance que todo artista pediu a Deus. Um bom vídeo pode ter milhões de acessos – o que é uma propaganda e tanto! Talvez não o seja para artistas cujos álbuns são vendidos aos milhões, mas eu duvido que Wendy Carlos venda, hoje em dia, um décimo disso. Em todo caso, ela deve saber o que faz...

Wendy não é avessa à Internet – muito pelo contrário. Uma prova disso é a sua página pessoal – que ela mesma administra há anos, e é um verdadeiro portal, onde trata não só de música, mas de arte e ciência em geral, misturando-os em experiências fascinantes. Seu “hobby” predileto é fotografar eclipses solares – mantem, por isso, uma seção inteira às fotos que ela mesma tira desses fenômenos, o que a tem feito viajar pelos cinco continentes em busca das belíssimas imagens de sua coleção. Mas o cerne do seu trabalho ainda é a música. Era amiga de Bob Moog, com quem colaborou no desenvolvimento dos primeiros sintetizadores (e a quem dedica um longo texto), e atualmente testa os mais novos projetos da Garritan – sobre os quais também fala em detalhes.

O curioso é que, embora pareça desprezar o fenômeno YouTube, é justamente nele que se faz a melhor propaganda de seu trabalho - principalmente entre os mais jovens, que são maioria absoluta entre os usuários e jamais ouviram falar no seu nome. Há uma legião de fãs postando vídeos com suas próprias versões sintetizadas de Bach, Scarlatti, etc., tocados “a la” Carlos. São homenagens sinceras (muito competentes, por sinal) e que têm o efeito de valorizar ainda mais a obra dessa grande artista, divulgando-a, ainda que de uma forma indireta, mas soberba e, o mais importante, sem custos! Graças a esse vídeos, muitos dos que nunca ouviram falar de Wendy Carlos acabarão visitando o seu site – e até comprando os seus CDs.


Referências:
Entrevista com Momus sobre a ação movida por Carlos: http://www.freewilliamsburg.com/august_2002/momus.html
Matéria sobre como Momus salvou sua gravadora: http://www.answers.com/topic/momus-artist
Momus na Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Momus_(musician)

17 novembro 2010

Gentle Giant

Gentle Giant é um grupo de rock progressivo da Grã-Bretanha. Um dia, eu volto aqui para falar mais deles (pretendo fazer uma série sobre rock progressivo, e este grupo está entre os mais representativos daquele movimento).

Só para não passar em branco, ouçam “Moog Fugue”:



29 maio 2009

MOOG VOYAGER OLD SCHOOL (Parte 6)

Aqui está o final desta série em que traduzo a análise feita por Paul Nagle, para a Sound on Sound, do Minimoog Voyager Old School. Resolvi juntar num mesmo post a conclusão e as duas observações adicionais que ele fez em seu artigo, para que possamos entrar em novo assunto já no próximo post.

Antes, já que o autor faz uma série de comparações deste produto com o seu antecessor (a que ele se refere, abreviadamente, por Voyager), vejam este vídeo, em que os dois modelos podem ser vistos lado-a-lado, em plena atividade numa feira em Frankfurt:





Vamos, então, ao resto deste artigo:

CONCLUSÃO
Se, antes do lançamento do primeiro Voyager, alguém tivesse me perguntado o que eu gostaria de encontrar num Minimoog moderno, minha resposta ficaria a centenas de milhas do que é hoje o Old School. Para começar, acho o seu nome oficial (Minimoog Voyager Old School) excessivamente longo; como teria sido melhor se eles o tivessem chamado simplesmente de Minimoog Model E! De todo modo, este sintetizador é tão adaptado às exigências de um solista como o era o Model D de anos atrás. Basta olhar de relance para o seu painel para encontrar o que procura; seus controles parecem todos justos e estão ergonomicamente distribuídos para não nos impedir o acesso a toda a riqueza de seus tons. Entretanto, você não precisa estar preso ao passado: o Old School tem muito mais a oferecer do que isso, graças ao seu LFO dedicado, ao oscillator sync, ao FM e ao sistema dual de filtragem. Considerando-se, ainda, o barramento duplo de modulação e a interface do painel traseiro, as opções tendem a crescer exponencialmente.

Um Voyager V3 oferece 896 configurações prontinhas para usar, mas eu lhes garanto que um músico experiente em Old School será capaz de se virar nos controles para achar o som desejado no mesmo tempo que levaria para selecioná-lo de uma lista – com a vantagem de que a cada vez este som será um pouco diferente. Não vá para um Old School se o que você busca é fazer uma música absolutamente repetitiva; sem memórias para ajudar, o usuário deste sintetizador é estimulado, não a decorar (ou anotar) cada configuração favorita, mas a entender o instrumento com tal profundidade que a tarefa se torne intuitiva. Por 500 libras esterlinas a menos do que se pagaria por um Voyager Performer, o Old School pode servir tanto para economizar quanto para educar.

Nem tudo, entretanto, são rosas neste jardim. Descartar a tecnologia MIDI parece ter sido um corte radical demais, principalmente se considerarmos o desafio que é sequenciar o Old School através do CV input. Uma objeção menor seria a dificuldade de se ajustar ataques longos e tempos de releases suficientemente precisos. Até admito que se trata mais de um problema para o meu estilo de executar solos fluentes do que de uma limitação séria. Na verdade, se eu tivesse que indicar uma única coisa que realmente tenha me incomodado, eu mencionaria aquelas marcas azuis de configuração “default”. Elas realmente desvalorizam o que, de outra forma, seria um painel bastante elegante. Sim, eu sou um velho ranzinza, a ponto de cismar com tais coisas – mas será que nós realmente regredimos tanto assim no espaço de 30 anos que agora precisamos conviver com essas marcas no painel?

Além disso, bits não fazem parte dos sinais que um Voyager possa processar, mas se você sente que a presença da tecnologia MIDI e de patch memories são uma espécie de truque sujo, ou se você simplesmente sonha com um Moog moderno, confiável e simples de usar, o Voyager Old School é exatamente o que um médico lhe prescreveria.


OBSERVAÇÕES:


Preocupações com o CV...
A despeito da diversidade de conexões oferecidas pelo Old School, alguns poucos itens importantes não conseguiram ganhar um lugar de destaque no meio da multidão. Existe uma escassez de voltage outputs. No entanto, como um extra opcional, estes podem ser acrescidos graças ao CV Expander VX351, da Moog, por meio de um pequeno conector multi-pino que permite o acesso a voltagens produzidas pelo velocity e pelo aftertouch do teclado, assim como a do mod wheel, entre outros. Tenha em mente que este expansor foi criado para o Voyager original, de modo que algumas de suas saídas (por exemplo a do Touch Surface) não se aplicam ao Old School, ou, no caso das saídas de pitch e gate, apenas duplicam o que já estiver lá.

Foi bom que o CV e a interface Gate tenham sido colocadas on board, já que, na ausência da tecnologia MIDI, o Old School precisa de uma alternativa que lhe permita interagir com o mundo exterior. Nos meus próprios testes, eu achei que a tensão de saída do teclado estava muito abaixo da do meu Roland SH101. Estranhamente, todas as notas abaixo do Do mais grave o deixaram louco – apesar de três oitavas (C-C) terem funcionado confiavelmente. Após uma investigação, descobriu-se que o Old School estaria enviando voltagens negativas a todas as notas abaixo do primeiro Do, um fato com o qual alguns sintetizadores (como o 101) não conseguem lidar.

Infelizmente, foi a chegada da resposta pitch-CV que me causou mais problemas. Impulsionado pelo SH101 ou pelo meu conversor Kenton Pro 2000 MIDI-to-CV, o Old Scholl esteve longe de se comportar corretamente. A Moog me informou que eles decidiram omitir do projeto a calibração para a entrada CV, e, como melhor solução, me sugeriram utilizar um atenuador, que poderia ser tanto o de um VX351 como o de um Processador de Controles Moogerfooger CP251 (ou de um módulo similar, no caso de se ter um sintetizador modular), para fazer o ajuste fino da voltagem na entrada e, assim, deixar o Old School perfeitamente afinado.

Pessoalmente, eu posso viver muito bem sem patch memories e botões de controle MIDI – mas sem o essencial para a recepção de notas nesse protocolo, eu não consigo disparar aqueles graves explosivos do Moog a partir de um sequenciador sem enfrentar custo adicional ou complicação. Neste ponto, minha nostalgia transferiu-se, por um breve momento, para os primeiros dias do protocolo MIDI, que traz, em si, a solução exata para esse tipo de incompatibilidade de voltagens.


Fora do Menu
Obviamente, existem truques que um Voyager com tecnologia digital pode fazer e que estão além do escopo do Old School – sem um esquema de menus, muita coisa tem que ser simplificada. Portanto, no Old School, não há meios de se fazer transposições no teclado ou configurar curvas de velocidade diferentes. O alcance do pitch-bend vem pré-configurado de fábrica através de um jumper interno, e, portanto, não pode ser programado para cada patch. O modelo testado foi configurado para sete semitons acima ou abaixo, mas você pode mudar isso (desde +/- dois semitons até +/- uma oitava) seguindo-se as instruções providas pela Moog em seu web site.

Não há como emular o mod wheel baseado em menu, nem o mapeamento de pedal (pot mapping), existentes no Voyager, mas há uma outra das características ocultas do Voyager de que eu sinto mais falta: enquanto outros modelos Voyager permitem que se selecione livremente os pólos usados por cada filtro, desde um até quatro, ambos os filtros do Old School estão fixos em quatro pólos, que é o padrão da Moog.

DEMAIS ARTIGOS DESTA SÉRIE: 1 - 2 - 3 - 4 - 5




28 maio 2009

MOOG VOYAGER OLD SCHOOL (Parte 5)

Esta é a quinta parte do artigo sobre o MOOG VOYAGER OLD SCHOOL, de Paul Nagle, mas, antes, vejam esta demonstração caseira:





Viram o que se pode fazer com um equipamento desses? Observaram o trechinho de Jean-Michel Jarre no início?

Agora, o artigo:

FILTROS E ENVELOPES
Havia um único filtro passa-baixas no Minimoog original, e só isso já foi o suficiente para torná-lo uma lenda. O Old School tem dois deles e uma chave com a qual você pode escolher uma dessas duas configurações: a primeira é o modo Paralelo Passa-Baixas, e a segunda é o modo Serial Passa-Altas e Passa-Baixas. Selecionando-se o modo paralelo, cada filtro é direcionado a uma saída de áudio separada; selecionando-se o serial, o áudio é enviado por igual a ambas as saídas.

Como já foi dito anteriormente, a Moog não previu um meio de configurar a frequência de cada filter cutoff individualmente. Em vez disso, ela permite que se especifique apenas o intervalo entre essas frequências, podendo esse intervalo ser de até três oitavas, para cima ou para baixo. Acionando-se o modo Passa-Altas/Passa-Baixas, entra-se num terreno onde os sons ou são mais lisos ou mais ásperos. Se você procura por sons mais intimistas, afastando-se das características de um Moog, este modo pode tornar-se o seu favorito, com o espaçamento entre os filtros atuando diretamente para tornar um som mais oco ou mais cheio.

Os envelopes (envoltórias) ADSR (attack, decay, sustain e release) foram posicionados verticalmente, e respondem com agilidade, percorrendo valores que vão desde um milissegundo a até 10 segundos. Eu não fiquei particularmente convencido com a calibração utilizada nos botões. No caso do attack, a maior parte do curso de seu botão é ocupado pelos ataques mais rápidos, e no caso do release, uma grande parte do movimento do botão traduz-se em tempos extremamente curtos; somente uma estreita fatia desse bolo está reservada à faixa que vai de um segundo até o máximo. No modelo testado, este máximo ultrapassava os 20 segundos, dificultando enormemente a tarefa de definir com maior precisão os tempos de release.

Assim como no Minimoog, ficou estabelecido, por default, que os envelopes terão single triggering. Isto combina perfeitamente com o meu estilo mais relaxado de tocar – mas pode ser um problema para quem precisa de um fraseado rápido e articulado. Para tais casos, dispõe-se do multi-triggering. Este, no entanto, só é ativado quando se liga o equipamento mantendo-se pressionadas as duas últimas teclas do teclado – algo que, convenhamos, não sei se você gostaria de fazer ao vivo! Esse procedimento tem que ser feito, também, toda vez que o multi-triggering for necessário, já que o sistema não guarda o status. O teclado emprega um critério em que a última nota tocada prevalece, em vez de priorizar a nota mais grave, o que eu considero um avanço. Por fim, há uma chave para inibir o keyboard triggering dos envelopes – conveniente quando se quer que os filtros processem sinais externos.

DEMAIS ARTIGOS DESTA SÉRIE: 1 - 2 - 3 - 4 - 6




27 maio 2009

MOOG VOYAGER OLD SCHOOL (Parte 4)

Antes do artigo propriamente dito, um vídeo demonstrativo do MOOG VOYAGER OLD SCHOOL:





LFOs E VCOs
Creio que todos hão de concordar com o quanto é vital a presença de um LFO dedicado. O que está implementado neste produto cobre uma faixa que vai, aproximadamente, de 0,2Hz até 50Hz, mas que pode ser consideravelmente extendida dependendo da voltagem positiva ou negativa que for aplicada em Control Inputs / Filter. Existem somente quatro formas-de-onda disponíveis: triangular, quadrada, sample-and-hold e sample-and-hold suavizada. Curiosamente, a dente-de-serra não foi disponibilizada – mas os fãs desse tipo de onda ficarão satisfeitos em saber que, assim como no Minimoog, pode-se designar para qualquer um dos três osciladores principais o papel de uma fonte adicional de baixa frequência. Existe, para isso, uma chave que desativa a ligação deste oscilador com o teclado, exatamente como nos velhos tempos.

Em contraste absoluto com o meu próprio (e aposentado) Mini, os VCOs comportaram-se impecavelmente, estabilizando-se depois de uns poucos minutos e mantendo-se assim. A frequência do Oscilador 1 é fixada pelo controle principal de ajuste fino, com os outros dois osciladores podendo ser regulados até sete semitons acima ou abaixo. Os osciladores soam majestosos – desde a sua configuração mais grave, de 32’, até a de 1’ - uma oitava que mostra o seu verdadeiro valor quando você começa a explorar um outro truque “pós Model D” – a Frequência Modulada. Ao acionamento de uma chave, o VCO3 transforma-se na fonte FM do VCO1, proporcionando excessos selvagens de tons metálicos e dissonantes, deixando qualquer solo mais picante.

Por falar em picante, fiquei bastante impressionado, outro dia, com o pedal Moog Freqbox e seu rico oscillator sync, e eu estou mais feliz ainda com a sua implementação no Old School. Designe a um Modulation Bus o papel de controlador de aftertouch sobre a frequência do Oscilador 2, e, pronto, eis o seu oscillator sync. Presumo que a Moog aperfeiçoou a resposta do aftertouch devido à publicação de uma reportagem anterior, porque eu o achei funcionando muito bem, superado, em minha própria “parada de sucessos”, apenas pelo Prophecy, da Korg.

DEMAIS ARTIGOS DESTA SÉRIE: 1 - 2 - 3 - 5 - 6




26 maio 2009

MOOG VOYAGER OLD SCHOOL (Parte 3)



O que você vê é o que realmente você terá – todas as funções do Old School são acessíveis pelo painel frontal reclinável








PARA SEMIDEUSES
Sons assustadores à parte, este é um sintetizador que você vai gostar de tocar – e tocar cada vez mais. Os semideuses dos teclados podem finalmente emergir das sombras, porque o Old School produz uma profusão de sons genuinamente Moog. Se com ele você não conseguir fazer o que quer, talvez seja o caso de investir em outro tipo de equipamento completamente diferente.

Gastei somente alguns segundos para me familiarizar com os controles, e então, de repente, eu comecei a sentir novamente aquela mesma excitação de tempos atrás, quando tive meus primeiros contatos com sintetizadores. A primeira seção que eu ataquei foi o de modulação – talvez a parte que mais melhorou nesta atual arquitetura do Minimoog. Ele consiste de dois barramentos idênticos, cada um disponibilizando seis fontes de modulação que podem ser ligadas a até seis destinos via qualquer um dentre os seis controladores de uma lista. Eu já achava que este sintetizador fosse animal, o que eu não sabia é que ele é “O” Animal! Essas fontes de modulação diferem das que existiam no Voyager padrão, e são os três VCOs, o LFO, o gerador de ruídos e uma entrada para modulação externa. Os seis controladores para os quais essas fontes podem ser roteadas são o Overall Pitch, a frequência do Oscilador 2 ou 3, o Filter Cutoff, e o Oscillator Wave ou a frequência do LFO.

A modulação da forma de onda era algo que não se podia fazer num Minimoog, e o único problema aqui é que ele afeta todos os osciladores simultaneamente – ou nenhum. Ou seja, você não pode especificar apenas um som VCO para ser modulado. Mas se isto lhe parece menos flexível do que você gostaria, ao menos tem a virtude de ser simples. O componente controlador da barra de modulação é, como de costume, um destes: mod wheel, velocity, aftertouch e ambos os envelopes, além de um CV externo ou um pedal de expressão.

O Old School compensa a ausência do menu de opções, que existia no Voyager padrão, com um número maior de controladores de modulação em seu painel. Mas como só existem dois barramentos e três controladores principais de performance, você pode não conseguir fazer tudo o que gostaria num único patch. Por exemplo, se você rotear velocity para o filter cutoff, e aftertouch para o wave modulation, você não vai conseguir utilizar o mod wheel – os dois barramentos já estarão totalmente ocupados. É aí que entra em cena o opcional VX351 CV Expander.

DEMAIS ARTIGOS DESTA SÉRIE: 1 - 2 - 4 - 5 - 6




22 maio 2009

MOOG VOYAGER OLD SCHOOL (Parte 2)

Esta é a segunda parte do artigo de Paul Nagle sobre o Moog Voyager Old School:



WYSIWYG
(nota do tradutor: What You See Is What You Get – O que se vê é o que se terá)

O Minimoog Voyager OS pode até ter uma abordagem tradicional mas é, evidentemente, algo de completamente novo. Ele é, na essência, ainda um Voyager, e portanto tem um projeto bem mais complexo do que o punhado de transistores com que o Mini original era feito. No entanto, este Voyager foi despido dos excessos, reduzido à sua base analógica, perdendo, portanto, o sistema operacional, LCD, menus, memórias de patch, MIDI e até mesmo a superfície sensível ao toque (ainda que este item fosse analógico).

Por esses dois sintetizadores serem tão parecidos, eu sugeriria que vocês revisitassem o estudo minucioso que Gordon Reid fez do Voyager na edição de Junho de 2003 da Sound on Sound. Aqui, como uma espécie de dentista sádico, eu vou discorrer sobre as consequências dessas extrações – e vou também, sem dúvida, me deixar contaminar por um pouco de nostalgia. Afinal de contas, um simples olhar para o Old School já me faz voltar à juventude – para um tempo em que o que se via era o que realmente se tinha. Este Moog é a mais rara das criaturas: um sintetizador moderno, projetado para ter ergonomia, visual e estilo. Não se trata de simplesmente juntar os componentes.

Pesando respeitáveis 18kg, o Old School é parada dura para qualquer desafiante. Se você admirava o Voyager padrão, eu penso que você deverá concordar com o fato de que o seu “irmão mais novo” vence com facilidade qualquer concurso de beleza que se faça entre os dois. O acabamento em madeira é magnífico, o toque dos botões excelente, e o teclado de 44 notas (de FA até DO) é uma maravilha – certamente ganharia de qualquer Model D antigo que eu toquei, tanto pela velocidade como pela sensibilidade.

Na primeira vez que o ligamos, percebemos que o LED pulsante e solitário do Oscilador de Baixa Frequência (LFO) é bastante discreto em comparação com as luzes extravagantes dos outros modelos Voyager. Esta fachada sóbria faz com que ele se misture com mais naturalidade em meio a sintetizadores mais antigos, e a falta de um painel luminoso ou um mod wheel incandescente tem a vantagem de eliminar quaisquer temores quanto a ruído devido a interferências elétricas.

Nenhum Minimoog estaria completo sem o seu familiar painel inclinado. Este de agora oferece cinco posições de operação, apesar de (como Gordon observou em seu estudo original) a base de madeira estar próxima demais das tomadas da parte traseira para que se possa usá-las quando o painel estiver totalmente deitado. Olhando mais de perto, você verá que o painel, na verdade, é um laminado impresso semelhante àqueles vistos nos recentes instrumentos de Dave Smith – tudo muito claro e lógico. Da esquerda para a direita, vemos a seção de modulação, consistindo de um LFO e dois barramentos de modulação. A seguir, há os três VCOs, o mixer, os filtros duais, envelopes e, finalmente, um grande e atraente botão de volume. Sendo ao mesmo tempo destro e um detalhista compulsivo, eu teria adorado encontrar um painel disposto exatamente ao inverso, uma vez que os botões de filtro e de envelope parecem estar onde a minha mão esquerda passa com maior frequência. Felizmente, a inclinação do painel impede que o seu acesso seja obstruído por eventuais cruzamentos entre os braços!

Ao lado de cada controle existe uma marca em azul-claro. Esta é a “rota de fuga” indicada para você, provavelmente para quando tudo der tremendamente errado. Houve um tempo em que nós aprendíamos, pacientemente, a programar nossos sintetizadores a partir de uma lista de patches. Francamente, Moog é a última compania da qual eu poderia esperar que imprimisse um patch “default” em um de seus sintetizadores – convenhamos, ter que conviver com essas marcas no painel é como ter que dirigir para sempre com um instrutor de auto-escola ao lado.

Ligeiramente impaciente, eu virei para olhar o painel traseiro (ou superior), que é muito semelhante ao do Voyager, o que significa um bocado de entradas de ¼ de polegada para pedais de expressão, ou dispositivos modulares como o Moogerfoogers, da própria Moog. Um ponto de inserção para loop de efeitos também é disponibilizado, ideal para ligar os efeitos externos entre a seção de mixagem e os filtros. Esta é uma daquelas adições simples que provam ser extremamente valiosas na prática, e que permitiram que eu me desfizesse de uma enorme coleção de velhos processadores de efeitos. Ao lado desse ponto de inserção, existe uma entrada de áudio externo que aceita qualquer sinal que você imagine – até mesmo a saída para headphone do próprio Old School. Esta versão do Minimoog constrói os sons de uma maneira um pouco diferente; de fato, com os níveis ajustados ao máximo ele produz alguns dos sons mais extremos (e ocasionalmente assustadores) do repertório de sons analógicos.

DEMAIS ARTIGOS DESTA SÉRIE: 1 - 3 - 4 - 5 - 6




18 maio 2009

MOOG VOYAGER OLD SCHOOL (Parte 1)




Hoje vou falar de um produto da Moog lançado em abril do ano passado, o Minimoog Voyager Old School. Este meu artigo é baseado no review de Paul Nagle para a Sound on Sound, escrito em dezembro, e eu o escolhi até porque o assunto é de certa forma relacionado ao meu post sobre Wendy Carlos, que, seja como artista ou como engenheira de áudio, contribuiu decisivamente com Bob Moog para o desenvolvimento dos seus primeiros sintetizadores.

Esta é a primeira parte do artigo:

O Voyager Old School é a Moog retornando às suas origens, mas existe espaço para um sintetizador totalmente analógico, ao estilo dos anos 1970, em pleno século 21?

Quando surgiu, o Minimoog era o sintetizador para solos por excelência. De fato, poderia ser dito que não existe, mesmo nos dias de hoje, nenhum rival à sua altura neste quesito. Entretanto, os solistas estão sempre em busca de expressividade – e aí o Mini deixava muito a desejar. Para começar, suas teclas não tinham nem velocity nem aftertouch, enquanto os botões de pitch-bender e de modulação estavam longe de ser a última palavra em controle de performance. Apesar disso, sem nos perdermos nesse enigma que é o Minimoog, não há como negar que ele devia possuir qualidades especiais que o deixaram numa posição de destaque por um bom tempo – mesmo em relação aos outros produtos da Moog. Será que algum dia nos depararíamos novamente com algo assim?

Em 2001, surgiram rumores sobre a existência de um Minimoog revisado e melhorado, e em seguida houve um concurso para dar nome à mais nova criação de Bob Moog. O produto resultante, o Minimoog Voyager, chegou para atender às preces de muitos. Afinal, ele era um sintetizador analógico monofônico da Moog composto de osciladores Moog, filtros Moog, acabamento em madeira (como no original), mas também com MIDI, memórias para os patches, além de botões e componentes novos e reluzentes. Acrescente-se a isso entradas para controle externo, um LFO dedicado, osciladores sincronizados e modulação de forma de onda e, pronto, o produto estaria perfeito. No entanto, alguns aficcionados da síntese analógica ficaram muito contrariados, convencidos de que agregar menus ao painel de um Mini seria o mesmo que atarrachar um captador humbucker num Stradivarius. Alguns não viam graça nenhuma em selecionar um patch já prontinho da memória em vez de fazer o seu próprio ali na hora, no meio de uma performance. Ao que parece, nem sempre Bob Moog conseguia agradar a todos.

Bem, agora aqueles sujeitos barbados, chorosos e frustrados podem relaxar, porque já existe um outro novo Moog na área – um que rejeita tudo o que é digital. Senhores e senhoras, deixe-me apresentar o Moog Voyager Old School!

DEMAIS ARTIGOS DESTA SÉRIE: 2 - 3 - 4 - 5 - 6